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  • 14/12/2011
  • 13:39
  • Atualização: 15:51

Dobra número de municípios gaúchos com taxa de homicídios acima da média nacional

Dados do Mapa da Violência 2012 apontam aumento de assassinatos nos últimos 10 anos

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  • Correio do Povo

O número de municípios do Rio Grande do Sul com taxas de homicídio acima da média nacional – 26 por cada 100 mil habitantes – praticamente duplicou nos últimos 10 anos. Os dados são do Mapa da Violência 2012, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Sangari. Outro indicador do aumento da violência no Estado é o número de cidades sem registro de homicídios, que caiu de 312 para 279 entre 2000 e 2010.

A taxa de homicídios passou de 16,3% para 19,3% no RS entre 2000 e 2010. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a taxa era de 26,9% em 2000 e chegou a 29,6% em 2010 – a taxa nacional é 26,2%. No interior, no mesmo período, o índice passou de 10,2% para 13,2%.

Brasil tem mais de 1 milhão de vítimas

Em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de vítimas de homicídio. A pesquisa mostra que o número de homicídios passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%. Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010.

De acordo com o relatório, a média anual de mortes por homicídio no país supera o número de vítimas de enfrentamentos armados no mundo. Entre 2004 e 2007, 169,5 mil pessoas morreram nos 12 maiores conflitos mundiais. No Brasil, o número de mortes por homicídio nesse mesmo período foi 192,8 mil.

“Fica difícil compreender como, em um país sem conflitos religiosos ou étnicos, de cor ou de raça, sem disputas territoriais ou de fronteiras, sem guerra civil ou enfrentamentos políticos violentos, consegue-se exterminar mais cidadãos do que na maior parte dos conflitos armados existentes no mundo”, diz o documento.

No entanto, o relatório aponta que nesses 30 anos houve uma ruptura no crescimento da taxa de homicídios no país. Entre 2003 e 2010, houve variação foi negativa de 1,4% ao ano. Porém, a partir de 2005, foi verificada uma instabilidade, com oscilações em torno de 26 homicídios em 100 mil habitantes. Em 2010, ocorreram 50 mil assassinatos no país. Segundo o relatório, foram registrados 137 homicídios por dia. “Vários fatores concomitantes e complexos parecem intervir nessa explicação dessas quebras e oscilações a partir de 2003: políticas de desarmamento, planos e recursos federais e estratégias de enfrentamento”, aponta o relatório.

Os dados demonstram ainda que os estados que lideravam as estatísticas no início da década, como Pernambuco, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Roraima e Distrito Federal apresentam quedas do índice de homicídios. São Paulo e o Rio de Janeiro apresentam reduções de 63,2% e 42,9%, respectivamente.

Por outro lado, os 17 estados com as menores taxas do país no ano 2000 apresentam taxas crescentes. Em vários locais, esse aumento teve tal magnitude que levou os estados a ocupar um lugar de destaque no contexto nacional no final da década. Assim, Alagoas passou a ocupar o primeiro lugar no Mapa da Violência. O Pará passou da 21ª posição para a terceira; a Paraíba, da 20ª para a sexta, e a Bahia, da 23ª para sétima posição.

O ranking do Mapa da Violência 2012 é liderado por Alagoas, seguido pelo Espírito Santo, Pará, por Pernambuco e pelo Amapá.

Com informações da Agência Brasil.

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     Veja o arquivo: Veja quais são os municípios com taxa de homicídios acima da média nacional

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