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30/03/2012 20:39 - Atualizado em 30/03/2012 21:42

Milhares acompanham cortejo fúnebre de gay torturado no Chile

Jovem Daniel Zamudio teria sido vítima de diversas agressões por grupo de neonazistas

Funeral de jovem gay chileno morto por supostos neonazistas<br /><b>Crédito: </b> Claudio Santana / AFP / CP
Funeral de jovem gay chileno morto por supostos neonazistas
Crédito: Claudio Santana / AFP / CP
Funeral de jovem gay chileno morto por supostos neonazistas
Crédito: Claudio Santana / AFP / CP

O jovem gay chileno Daniel Zamudio, morto na terça-feira depois de ser atacado brutalmente por um suposto grupo neonazista, foi sepultado nesta sexta-feira. O funeral foi marcado por protestos pelo fim da discriminação no país.
O cortejo fúnebre do jovem de 24 anos partiu de sua casa, em São Bernardo e percorreu um longo trajeto até o Cemitério de Santiago tendo sido acompanhado por milhares de pessoas com flores e panos brancos.

Zamudio agonizou por três semanas no hospital, causando comoção na comunidade chilena. Seus assassinos o espancaram, queimaram com cigarros, marcaram seu corpo com símbolos nazistas e o apedrejaram. "Quero agradecer em nome de toda a família. Haverá tempo para a justiça, só peço respeito e agradeço de coração por cada gesto e lágrima derramada por meu irmão", disse um dos familiares, Diego, para a multidão que exigia medidas para proteger as minorias.

Com a morte de Zamudio, o governo anunciou que irá acelerar as discussões no Congresso sobre a lei antidiscriminação que tramita há sete anos. A lei, destinada a proteger as minorias raciais, sexuais e religiosas, sanciona penalmente quem realizar ações contra estes grupos. O projeto foi aprovado em novembro no Senado e agora precisa ser ratificado na Câmara dos Deputados, onde legisladores de direita já expressaram a sua oposição.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos lamentou o crime que custou a vida do jovem chileno e exortou ao Congresso chileno a aprovar a lei contra a discriminação. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu ao Chile uma "investigação séria" para não se perder o crime na impunidade.

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Fonte: AFP





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