 Funeral de jovem gay chileno morto por supostos neonazistas Crédito: Claudio Santana / AFP / CP
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Funeral de jovem gay chileno morto por supostos neonazistas
Crédito: Claudio Santana / AFP / CP
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O jovem gay chileno Daniel Zamudio, morto na terça-feira depois de ser atacado brutalmente por um suposto grupo neonazista, foi sepultado nesta sexta-feira. O funeral foi marcado por protestos pelo fim da discriminação no país. O cortejo fúnebre do jovem de 24 anos partiu de sua casa, em São Bernardo e percorreu um longo trajeto até o Cemitério de Santiago tendo sido acompanhado por milhares de pessoas com flores e panos brancos.
Zamudio agonizou por três semanas no hospital, causando comoção na comunidade chilena. Seus assassinos o espancaram, queimaram com cigarros, marcaram seu corpo com símbolos nazistas e o apedrejaram. "Quero agradecer em nome de toda a família. Haverá tempo para a justiça, só peço respeito e agradeço de coração por cada gesto e lágrima derramada por meu irmão", disse um dos familiares, Diego, para a multidão que exigia medidas para proteger as minorias.
Com a morte de Zamudio, o governo anunciou que irá acelerar as discussões no Congresso sobre a lei antidiscriminação que tramita há sete anos. A lei, destinada a proteger as minorias raciais, sexuais e religiosas, sanciona penalmente quem realizar ações contra estes grupos. O projeto foi aprovado em novembro no Senado e agora precisa ser ratificado na Câmara dos Deputados, onde legisladores de direita já expressaram a sua oposição.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos lamentou o crime que custou a vida do jovem chileno e exortou ao Congresso chileno a aprovar a lei contra a discriminação. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu ao Chile uma "investigação séria" para não se perder o crime na impunidade.
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