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  • 21/05/2012
  • 19:44
  • Atualização: 21:39

Relator do Código Florestal promete "revanche" em caso de veto por Dilma

Deputado Paulo Piau afirmou que última palavra é do Congresso e não da presidente

A última palavra não é da presidente, é do Congresso, diz Piai | Foto: Marcelo Bertani / Agência ALRS / CP

A última palavra não é da presidente, é do Congresso, diz Piai | Foto: Marcelo Bertani / Agência ALRS / CP

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  • Cleidi Pereira/Correio do Povo

Faltando menos de uma semana para a presidente Dilma Rousseff dar seu parecer sobre o Novo Código Florestal, o relator do projeto na Câmara dos Deputados, Paulo Piau, prometeu revanche em caso de veto total, como pressionam ambientalistas. “A última palavra não é da presidente, é do Congresso”, relatou, nesta segunda-feira, ao participar de audiência pública na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

Segundo Piau, se houver o veto total, o Congresso “reagirá à altura.” O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc informou, no domingo, que a presidente Dilma vetará 12 de 14 artigos modificados e elaborará medida provisória para evitar vácuo legislativo. A estratégia do governo é aproveitar o texto aprovado pelo Senado. Dilma tem até o dia 28 para vetar ou sancionar o texto aprovado.

Conforme o deputado Jerônimo Goergen, a derrubada de veto presidencial não ocorre há dez anos. Senado e Câmara têm suas cartas na manga, que são projetos tratando do item mais polêmico, a recomposição das faixas de vegetação à beira de rios. Para Piau, o Senado errou ao determinar a faixa mínima de 15 metros em cada margem para rios de até 10 metros de largura. O ideal, de acordo com ele, seriam 5 metros.

Com tantas divergências, a audiência na Comissão da Agricultura foi marcada por bate-boca entre ambientalistas, parlamentares e agricultores. Na sala lotada, dezenas de pessoas seguravam cartazes com os dizeres “Veta tudo, Dilma!” Na avaliação do coordenador da ONG Os Verdes, Júlio Wandam, as alterações na legislação ambiental “fragilizam a lei que já não estava sendo cumprida”. Já o presidente da Fetag, Elton Weber, defendeu que a proposta, mesmo com imperfeições, seja sancionada o quanto antes para acabar com a insegurança jurídica.

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