 Assaltantes comem queijo e pão antes da fuga na Serra Crédito: Vinícius Roratto
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Assaltantes comem queijo e pão antes da fuga na Serra
Crédito: Vinícius Roratto
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Uma parada antes da fuga. Esse é o último capítulo dos quatro bandidos que burlaram o cerco da Brigada Militar após um assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã. Na madrugada desta quarta-feira, o quarteto tomou o agricultor Ari Casanova como refém durante uma hora. Nesse período, os assaltantes recuperaram as energias com queijo, água e pão, servidos pela família da vítima no interior de Bento Gonçalves.
Em entrevista ao Correio do Povo, ele relatou que sabia do assalto a uma fábrica de joias em Cotiporã pelo noticiário. "Assim que chegaram, eles pediram água e comida. Perguntaram ainda por armas e celulares", disse. Antes de se alimentar, a quadrilha amarrou esposa, cunhada, sobrinha e o irmão de Casanova, Valderlei.
Segundo Casanova, os 60 minutos de terror começaram a 1h30min, quando o quarteto bateu à porta da casa do agricultor, localizada no distrito de Farias Lemos, em Bento Gonçalves. Inicialmente, os bandidos desejavam levar ainda o irmão também como refém, mas por problemas de saúde ele foi poupado.
Após estabelecer contato com um comparsa, os assaltantes decidiram fugir em dois carros: o Chevette ano 79 de Ari e o Escort de Vanderlei. Durante a escapada, um pneu do segundo carro furou e o grupo foi obrigado a seguir no primeiro veículo.
O Chevette, que estava "muito sujo" segundo Ari, durou até a cidade de São Vendelino, quando apresentou pane mecânica. A partir daí, os assaltantes libertaram o agricultor e entraram no Nissan Tiida que já os aguardava. O Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) acredita que o grupo seguiu para Região Metropolitana.
Chevette 79 utilizado na fuga dos bandidos pertence ao agricultor de 42 anos / Foto: Vinícius Roratto
Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo
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