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03/01/2013 12:30 - Atualizado em 03/01/2013 13:21

Polícia encontra carro que teria sido usado na fuga de criminosos da Serra

Grupo que atacou fábrica de joias em Cotiporã escapou de cerco policial e está foragido

A Polícia Civil encontrou o veículo Nissan Tiida vermelho que teria sido utilizado para fazer o resgate dos criminosos que escaparam de um cerco policial após atacarem uma fábrica de joias em Cotiporã, na Serra gaúcha, no último domingo. A informação é do diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Guilherme Wondracek.

Segundo a Polícia Civil, o automóvel foi deixado por dois homens em um posto de combustível de Sapucaia do Sul para lavagem na noite dessa quarta. Ambos têm antecedentes por roubo a carros. Eles foram interrogados, mas liberados nesta quinta. O veículo já foi periciado.

O suposto resgate dos assaltantes ocorreu na madrugada dessa quarta, em São Vendelino, depois que o bando fez um novo refém ao invadir a casa de uma família em Bento Gonçalves, também na região serrana. Um comparsa teria dado apoio ao grupo.

Os assaltantes estavam escondidos em uma mata desde o dia do ataque à fábrica de joias. Na ocasião, eles mantiveram nove reféns, por cerca de 20 horas. Mesmo com um grande cerco policial montado nas redondezas para evitar uma fuga, os bandidos conseguiram escapar. Eles teriam atravessado a nado um trecho mais raso de um rio que liga a região a Bento Gonçalves.

A Brigada Militar e a Polícia Civil, através do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Deic), trabalham de forma conjunta e concentram as atenções nas regiões Metropolitana e Vale dos Sinos. Todos os quatro procurados são foragidos do regime semiaberto do Instituto Penal de São Leopoldo, no Vale do Sinos, desde sábado, na véspera da ação criminosa.

O assalto em Cotiporã

Na madrugada do último domingo, criminosos entraram em confronto com a Brigada Militar após a tentativa de assalto à fábrica Guindani. O grupo usou explosivos para detonar a empresa. Três bandidos morreram no conflito, entre eles Elisandro Rodrigo Falcão, o homem mais procurado do Estado. Ele foi baleado no rosto ao tentar ultrapassar uma barreira policial.

Os foragidos fizeram o casal Ademir e Ivone Buratti, as quatro filhas e o genro reféns enquanto se escondiam em um matagal. Cerca de 20 horas depois, a Brigada Militar fez o resgate das vítimas. O governador Tarso Genro esteve com a família na terça-feira e ofereceu ajuda psicológica da Secretaria de Saúde.

Brigada Militar não descarta promoção a policiais

O comandante geral da Brigada Militar, coronel Sérgio Roberto Abreu, disse que não descarta a promoção dos quatro policiais militares que enfrentaram sozinhos Falcão e dois cúmplices, mortos no confronto. “Existem todos os elementos para isso”, observou, acrescentando que a decisão caberá à sindicância aberta pela corporação para reunir todas as informações sobre o conflito. Ele lembrou que nenhum dos reféns ferido apesar do tiroteio ocorrido em uma estrada vicinal. Para ele, a atuação dos policiais, sendo dois baleados e feridos, foi marcada pela técnica, profissionalismo e risco, além de “algo mais”.

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Fonte: Correio do Povo






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