Correio do Povo

Porto Alegre, 25 de Maio de 2013


Porto Alegre
Agora
15ºC
Amanhã
11º 23º


Faça sua Busca


Notícias > Internacional

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

06/01/2013 10:37 - Atualizado em 06/01/2013 10:47

Assad acena com possibilidade de Síria ter novo governo e constituição

Presidente sírio pediu para países vizinhos e nações ocidentais parem de armar rebeldes no país

Assad acena com possibilidade de Síria ter novo governo e constituição<br /><b>Crédito: </b> AFP / CP
Assad acena com possibilidade de Síria ter novo governo e constituição
Crédito: AFP / CP
Assad acena com possibilidade de Síria ter novo governo e constituição
Crédito: AFP / CP

O presidente sírio, Bashar al-Assad, acenou neste domingo com a possibilidade de a Síria ter um novo governo e constituição. A condição para isso, segundo Assad, seria que os países vizinhos e as nações ocidentais parassem de financiar e armar rebeldes na Síria.

Assad anunciou o que ele descreveu como um plano de paz, chamando para uma conferência de reconciliação com "aqueles que não traíram a Síria", que será seguido pela formação de um novo governo e uma anistia.

"O primeiro estágio de uma solução política exigiria que as potências regionais parem de financiar e armar (a oposição), o fim das operações terroristas e o controle das fronteiras", disse ele em um discurso em Damasco, o primeiro em meses. "Nós não vamos ter um diálogo com um fantoche feito pelo Ocidente", disse ele.

Sem sócios

O presidente sírio afirmou neste domingo que seu governo não encontrou sócios para uma solução política ao conflito que atinge o país há 21 meses e disse que, se houver uma transição, ela deverá ocorrer de acordo com a Constituição.

"O fato de não termos encontrado um sócio não significa que não estejamos interessados em uma solução política, e sim que não encontramos um sócio", afirmou o presidente. Assad pediu em seu discurso um "diálogo nacional" quando terminarem as operações militares e pediu que todos os sírios se unam para defender a nação.

O regime de Damasco equipara os rebeldes e opositores a terroristas armados e financiados pelo exterior e denuncia uma conspiração contra a Síria. O presidente, que chegou sob os aplausos de centenas de pessoas que gritavam "Por nossa alma e por nosso sangue, nós nos sacrificaremos por ti!", também garantiu que, se houver uma transição, ela deve ser realizada "em conformidade com os termos da Constituição", em referência a eleições.

Ataque aos inimigos

Assad afirmou ainda que o mortífero conflito que já deixou milhares de mortos na Síria não é entre seu regime e a oposição. Segundo ele, o problema é "entre a Síria e seus inimigos, o povo e seus assassinos", que, segundo ele, querem a divisão do país, em um discurso transmitido pela rede de televisão oficial.

O presidente fez estas declarações tendo como cenário a Casa de Cultura e das Artes, no centro de Damasco, onde chegou sob os aplausos de centenas de pessoas que gritavam "Por nossa alma e por nosso sangue, nós nos sacrificaremos por ti!".

Atrás do presidente havia uma enorme bandeira síria composta por vários rostos. Desde a explosão, em março de 2011, de uma revolta popular contra o poder que depois se transformou em guerra civil, o regime de Damasco equipara os rebeldes e opositores a terroristas armados e financiados pelo exterior, e denuncia uma conspiração contra a Síria.

O presidente sírio falou pela última vez em público no dia 3 de junho, quando se dirigiu ao Parlamento em Damasco. Em novembro, concedeu uma entrevista a uma rede de televisão russa na qual rejeitou a ideia do exílio, afirmando que viveria e morreria na Síria.

Bookmark and Share


Fonte: AFP






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.