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A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem paranaense de 26 anos, suspeito de participar do assalto a uma fábrica de joias de Cotiporã, em 30 de dezembro. Ele foi localizado na noite de domingo pela Brigada Militar (BM), uma semana após o ataque e autuado em flagrante – já que a perseguição foi contínua desde o dia do crime – por formação de quadrilha e tentativa de homicídio dos policiais que trocaram tiros com o bando.
O delegado regional de Caxias do Sul, Paulo Roberto Rosa da Silva, revelou que o exame comprovou a suspeita e indicou ser ferimento de bala a lesão que Santos tinha no antebraço esquerdo.
Informalmente, conforme a Brigada Militar (BM), o suspeito assumiu ter participado do assalto à fábrica de joias e também do confronto ocorrido durante a fuga. Em depoimento à PC, porém, negou. Ele está no Presídio Estadual de Nova Prata, mas deve ser tranferido com a decretação da prisão preventiva. “Deve ir para uma penitenciária de maior segurança, talvez a Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas)”, projetou o delegado. O detido é paranaense e não tinha antecedentes criminais no Rio Grande do Sul nem no Paraná,. “mas devia estar atacando, porque uma quadrilha dessas não ia pegar um qualquer”, argumentou.
O homem foi encontrado em um parreiral na localidade de Capela de São Roque, no interior de Cotiporã. De acordo com policiais militares do 3º Batalhão de Operações Especiais (3ºBOE), de Passo Fundo, ele foi encontrado debilitado e em estado de choque. Ao ser abordado, sentado em uma pedra, sob uma parreira e vestindo roupa preta, o homem não esboçou qualquer reação ao ser preso. Com o suspeito, foi apreendido uma carta de vigilante. Ele alegou trabalhar em uma empresa de segurança em Farroupilha, também na Serra, de onde disse ter pedido demissão no início de dezembro.
Policiamento seguirá reforçado ao menos até terça-feira
A BM mantém a tropa extra na região de Cotiporã “pelo menos até amanhã (terça-feira). Amanhã vamos ver”, disse o subcomandante da corporação, coronel Altair de Freitas Cunha. Uma das metas é dar sensação de segurança à comunidade. A polícia também confere a possibilidade de haver armas escondidas no meio do mato.
A BM e a PC prosseguem as buscas aos quatro foragidos do regime semiaberto do Presídio de São Leopoldo, que também, conforme a corporação, atuaram no ataque, mas escaparam do cerco policial. Eles são Carlos da Silva, Carlos José Machado dos Santos, Dejair Jorge Santos dos Reis e Luciano da Silveira.
A Justiça decretou a prisão preventiva de três deles. A PC ainda não encaminhou novo pedido de prisão de Carlos Silva. No confronto com a BM, logo após o ataque à fábrica de joias, foram mortos o foragido Elisandro Falcão, o mais procurado do Estado até então, Sergio Antônio Ritter e Paulo César da Silva.
Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba
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