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A Polícia Civil e a Brigada Militar descobriram, nesta segunda-feira, um sítio abandonado em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, que servia de ponto de encontro para a quadrilha que assaltou uma fábrica de joias de Cotiporã, em 30 de dezembro. Segundo o delegado regional de Caxias do Sul, Paulo Roberto Rosa da Silva, o local fica próximo à ERS 474 e possivelmente foi usado em outros assaltos.
No sítio, foi encontrada uma moto utilizada pelo paranaense de 26 anos suspeito de envolvimento no crime – mas que está em nome do irmão dele –, preso na noite desse domingo. “Escutamos o irmão, mas a princípio ele não vai ser preso, porque não há motivos para tal. Agora, queremos saber se o suspeito e a quadrilha estiveram no esconderijo antes ou depois do assalto em Cotiporã”, explica o delegado.
A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito paranaense. Ele foi localizado na noite de domingo pela Brigada Militar (BM), uma semana após o ataque e autuado em flagrante – já que a perseguição foi contínua desde o dia do crime – por formação de quadrilha e tentativa de homicídio dos policiais que trocaram tiros com o bando.
Informalmente, conforme a Brigada Militar (BM), o suspeito assumiu ter participado do assalto à fábrica de joias e também do confronto ocorrido durante a fuga. Em depoimento à PC, porém, negou. Ele está no Presídio Estadual de Nova Prata, mas deve ser tranferido com a decretação da prisão preventiva. “Deve ir para uma penitenciária de maior segurança, talvez a Pasc (Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas)”, projetou o delegado. O detido é paranaense e não tinha antecedentes criminais no Rio Grande do Sul nem no Paraná,. “mas devia estar atacando, porque uma quadrilha dessas não ia pegar um qualquer”, argumentou.
Policiamento seguirá reforçado ao menos até terça-feira
A BM mantém a tropa extra na região de Cotiporã “pelo menos até amanhã (terça-feira). Amanhã vamos ver”, disse o subcomandante da corporação, coronel Altair de Freitas Cunha. Uma das metas é dar sensação de segurança à comunidade. A polícia também confere a possibilidade de haver armas escondidas no meio do mato.
A BM e a PC prosseguem as buscas aos quatro foragidos do regime semiaberto do Presídio de São Leopoldo, que também, conforme a corporação, atuaram no ataque, mas escaparam do cerco policial. Eles são Carlos da Silva, Carlos José Machado dos Santos, Dejair Jorge Santos dos Reis e Luciano da Silveira.
A Justiça decretou a prisão preventiva de três deles. A PC ainda não encaminhou novo pedido de prisão de Carlos Silva. No confronto com a BM, logo após o ataque à fábrica de joias, foram mortos o foragido Elisandro Falcão, o mais procurado do Estado até então, Sergio Antônio Ritter e Paulo César da Silva.
Fonte: Wagner Machado / Radio Guaiba
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