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09/01/2013 18:06 - Atualizado em 09/01/2013 18:07

Uso de termelétricas pode resultar em aumento de 2% a 3% nas contas de luz, aponta ONS

No RS, Petrobras está fazendo operação com a Argentina para abastecer usina de Uruguaiana

O governo calcula em R$ 400 milhões o custo nas contas de energia elétrica para o consumidor da utilização das usinas termelétricas motivada pela escassez de chuvas e pelo baixo índice dos reservatórios. Isso significa uma elevação de 2% a 3% nas contas em 2013, porém o aumento pode não acontecer se as chuvas voltarem à normalidade e não for necessário utilizar as termelétricas a partir de abril, foi o que explicou o presidente da Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, durante a entrevista coletiva dada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e dirigentes do setor elétrico após reunião do conselho.

Mesmo com a possibilidade de um aumento em função da falta de chuvas, o ministro garantiu que haverá redução de 20% nas contas de luz. A expectativa do governo é que a hidrologia seja favorável e que volte a chover, regularizando a situação dos reservatórios. Outro ponto destacado por Edison Lobão é que, no Rio Grande do Sul, a Petrobras está fazendo uma operação com a Argentina para abastecer a Usina Termelétrica de Uruguaiana.

O ministro também disse que, de maneira alguma, o governo vai deixar de fornecer gás para as indústrias para abastecer as usinas termelétricas. Setores da indústria expressaram preocupação com a baixa da oferta de gás por causa desse uso.

Segundo o ministro, o Brasil conta com 90 milhões de metros cúbicos de gás, dos quais 45 milhões são produzidos internamente, 30 milhões vêm da Bolívia e 15 milhões são gás natural liquefeito. “Não há a menor possibilidade. Não haverá desabastecimento para a indústria por causa das térmicas a gás que tiveram que ser despachadas", disse Lobão.

Conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, por causa da falta de chuvas, os reservatórios no Sudeste estão com 37% da capacidade, enquanto no Nordeste, essa porcentagem chega a 34% e no Norte e Sul, 41%.

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Fonte: Agência Brasil





» Tags:Economia Energia

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