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Condição das guaritas em Imbé prejudica trabalho dos salvas-vidas. Clique para ver mais fotos
Crédito: André Ávila
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Acostumado a observar do alto a movimentação dos banhistas, o salva-vidas civil Marco Montemezzo, 37 anos, tem de acompanhar do chão a rotina do balneário de Mariluz, em Imbé, no Litoral Norte. No máximo, conta com o degrau de um quiosque, que não garante a visibilidade do mar nos dias de grande movimento. A guarita 125, onde ele deveria trabalhar, foi desativada em dezembro de 2011 e ainda não foi substituída.
Em vez de esperar pela reposição, de responsabilidade da prefeitura, o salva-vidas resolveu agir. Solicitou a permissão do seu comando para buscar patrocínio junto a moradores e a uma madeireira, que abraçaram a ideia. O custo para construir uma nova guarita, segundo ele, será inferior a mil reais. De acordo com Montemezzo, oito salvamentos já foram registrados no local somente neste verão – todos bem-sucedidos. Muitos banhistas, porém, afastam-se ao notar a ausência da estrutura. “A falta de uma guarita atrapalha a nossa visibilidade para o resgate. Fica bem mais complicado”, atestou.
A expectativa do salva-vidas é de que até domingo a guarita 125 esteja construída – desta vez com madeira, já que conforme a legislação ambiental as construções de concreto não são mais permitidas na beira do mar. A prefeitura cedeu a mão de obra. “Com o mês de fevereiro e o Carnaval chegando, somos obrigados a ter aqui um posto avançado”, afirma ele, que está em sua 10ª Operação Golfinho.
Fogos de artifício causaram interdição de guarita
A situação de Montemezzo não é uma exceção. Na orla de Imbé, outros salva-vidas estão tendo de trabalhar fora das guaritas. A de número 123, também localizada em Mariluz, está interditada pela prefeitura desde o réveillon. Segundo o major Roberto do Canto, comandante dos salva-vidas, o motivo teria sido a explosão de fogos de artifício próximo ao local, o que comprometeu a estrutura. “Fizemos um boletim de ocorrência e oficiamos a prefeitura”, informou.
Localizada em área de grande movimentação, próximo a vários hotéis, a guarita 119 também está interditada desde o início da Operação Golfinho. A estrutura foi condenada após vistoria da prefeitura e não poderá ser reformada. O comprometimento da guarita é visível e os salva-vidas temem que ela possa cair a qualquer momento. Ainda em Imbé, um salva-vidas ficou ferido no início da temporada ao cair de uma guarita que, segundo colegas, estava em más condições e teve uma parte rompida.
Enquanto novas guaritas não são construídas, os participantes da Operação Golfinho têm de se habituar ao trabalho na areia. “O problema maior é a falta de visibilidade e de proteção do vento e do sol”, afirma o sargento Osvaldo Machado. “Mesmo fazendo patrulhas na beira do mar a visão é limitada”, acrescenta.
Prefeitura promete substituição, mas no inverno
Boa parte das guaritas localizadas na orla de Imbé tem mais de 20 anos. “A ação dos cloretos e do vento durante todo esse tempo enferruja a estrutura e o cimento perde a qualidade”, explica o secretário de Obras do município, Dilson Barbosa.
De acordo com ele, as guaritas que estão condenadas serão substituídas, mas durante o inverno. As únicas a serem substituídas ainda nesta temporada são a 125 e a 130 – em ambos os casos, com recursos coletados pela comunidade e mão de obra do Executivo. “As que suportarem uma reforma, serão reformadas”, garantiu.
Imbé registra grande número de salvamentos
Em Imbé, de acordo com dados computados pela Operação Golfinho até a tarde desta terça-feira, haviam sido realizados 49 dos 727 salvamentos desde 15 de dezembro. Das dez guaritas com o maior número de ocorrências neste veraneio, três ficam no município.
Fonte: Danton Júnior / Correio do Povo
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