 Obama anuncia plano para endurecer controle de armas nos EUA após massacre em escola Crédito: Mandel Ngan / AFP / CP
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Obama anuncia plano para endurecer controle de armas nos EUA após massacre em escola
Crédito: Mandel Ngan / AFP / CP
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira um plano nacional para endurecer o controle de armas de fogo e ampliar programas de segurança nas escolas americanas, na tentativa de conter a violência no país. A iniciativa ocorre um mês depois do massacre em Sandy Hook, instituição primária de Newtown, em Connecticut, no qual 26 pessoas morreram. A maioria delas era crianças.
Entre as 23 medidas propostas por Obama – que não dependem da aprovação do Congresso –, está proibição da venda dos chamados fuzis de assalto, que são armas portáteis de grande poder de fogo, utilizadas por tropas militares. Além disso, o pacote prevê restrições à venda de munição e novas diretrizes para verificação dos dados pessoais dos interessados em comprar armamentos.
Obama fez o anúncio acompanhado de seu vice, Joe Biden, que comandou a força-tarefa encarregada de preparar as recomendações. “Até 40% de todas as compras de armas são conduzidas sem a checagem de antecedentes. Isso não é seguro, nem inteligente. Se você quer comprar uma arma, você deve ao menos mostrar que não cometeu crimes. É hora de o Congresso exigir isso”, afirmou. “Armas criadas para o cenário de guerra não podem ter lugar em cinemas”, disse, em alusão às mortes em Aurora, no primeiro semestre do ano passado.
“Há milhares de donos de armas que são responsáveis”
Desde 1789, a Constituição dos Estados Unidos protege o direito dos indivíduos de portar armas de fogo. Apesar da investida, Obama buscou tranquilizar os defensores do direito ao porte: “Acredito que a Segunda Emenda garante o direito individual a ter uma arma. Há milhões de donos de armas que são responsáveis e obedientes à lei e que valorizam seu direito de ter uma arma. Esta é a terra dos livres, e sempre será”, frisou ele, que lembrou que 70% dos integranetes da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), a mais poderosa entidade pró-armas do país, concordam com as restrições.
Na terça-feira, o estado de Nova Iorque saiu na frente e aprovou medidas de controle na venda de armas na região, na tentativa de reduzir a violência. Da parte do Executivo nacional, o presidente se comprometeu a incentivar pesquisas sobre saúde mental e a ajudar escolas que queiram desenvolver planos de emergência, além de ordenar uma revisão das categorias de pessoas proibidas de ter armas.
Obama também disse que vai indicar formalmente o nome de Todd Jones, diretor interino do Escritório de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo, para o cargo, apesar de o Congresso não ter aprovado nenhum dos nomes sugeridos nos últimos seis anos.
“Vamos fazer a coisa certa”
No começo de seu discurso, Obama contou ter recebido muitas cartas de crianças preocupadas com o risco de ataques armados e algumas delas estavam presentes à cerimônia. O presidente norte-americano também contou ter levado para a Casa Branca uma tela pintada por Grace McDonnell, de 7 anos, uma das vítimas de Newtown.
“Toda vez que vejo a pintura, penso em Grace, e penso que devemos agir de imediato para proteger os mais vulneráveis. Vamos fazer a coisa certa”, prometeu Obama.
De acordo com dados oficiais, há cerca de 310 milhões de armas de fogo em mãos de particulares. Pesquisas feitas pelo Instituto de Estudos Internacionais, em Genebra, indicam que, somente nos Estados Unidos há 90 armas para cada 100 pessoas; depois vem o Iêmen, que registra 61 armas para o mesmo número de indivíduos, e a Finlândia, com 56.
Com informações da rede CNN e Agência Brasil
Fonte: Correio do Povo
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