Correio do Povo

Porto Alegre, 25 de Maio de 2013


Porto Alegre
Agora
13ºC
Amanhã
11º 23º


Faça sua Busca


Notícias > Política

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

23/01/2013 10:16 - Atualizado em 23/01/2013 10:22

OEA inicia investigação do caso Vladimir Herzog

Jornalista foi assassinado em 1975 durante a ditadura militar no Brasil

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos, admitiu oficialmente a investigação do caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975, durante a ditadura militar. A decisão, tomada internamente em novembro e divulgada nessa terça-feira por familiares de Herzog, abre caminho para se investigar as responsabilidade do Estado brasileiro no caso. O pedido de investigação tramita na OEA desde 2009.

No ano passado, o governo brasileiro foi consultado pela instituição e tentou obstruir o processo. Mas os seus argumentos foram rejeitados, segundo Viviana Krsticevic, diretora executiva do Centro pela Justiça e o Direito Internacional, uma das três organizações de direitos humanos que, ao lado dos familiares, assinaram a petição à comissão.O governo alegou que é impossível punir os responsáveis por causa da Lei da Anistia de 1979, que teria beneficiado também agentes de Estado acusados de violações de direitos humanos. "A Comissão segue a jurisprudência da Corte Interamericana, que estabelece que são inadmissíveis disposições de anistia destinadas a impedir a investigação e a punição dos responsáveis por violações de direitos humanos, como a tortura, execuções sumárias, prisões e desaparecimentos forçados", disse Viviana.

O engenheiro Ivo Herzog, filho do jornalista assassinado e presidente do instituto que leva o nome do pai, disse que ele e sua família querem saber quem foram os responsáveis. "Essa decisão da comissão não favorece só minha família. Beneficia muitas famílias que vivem situações semelhantes", afirmou. Nos próximos dias, as organizações peticionárias enviarão novos informes à OEA sobre o caso.

No final, de acordo com os procedimentos normais, não haverá nenhuma responsabilização de pessoas. Mas poderão ser cobradas providências do Estado brasileiro para a melhoria de suas instituições e garantia de que se faça Justiça. Segundo Viviana, um dos alvos principais da análise é o Judiciário. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Bookmark and Share


Fonte: AE





» Tags:Política Brasil

O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.