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28/01/2013 11:18 - Atualizado em 28/01/2013 13:38

Prefeitura de Santa Maria revisa lista e confirma 231 mortos em incêndio

Através de nota, órgão diz que houve "duplicidade" em alguns nomes

Vítimas de incêndio em boate são sepultadas em Santa Maria<br /><b>Crédito: </b> Antonio Scorza / AFP / CP
Vítimas de incêndio em boate são sepultadas em Santa Maria
Crédito: Antonio Scorza / AFP / CP
Vítimas de incêndio em boate são sepultadas em Santa Maria
Crédito: Antonio Scorza / AFP / CP

A Prefeitura de Santa Maria divulgou às 11h desta segunda-feira nova nota oficial onde afirma ter revisado o número de mortos após o incêndio na boate Kiss na madrugada de domingo. "Devido a duplicidade de nomes na lista das vítimas fatais, o número de mortos é de 231 e não de 236 conforme divulgado anteriormente", diz o texto. Pelo menos 144 pessoas seguem hospitalizadas.

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O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min deste domingo. Cerca de 1,5 mil pessoas estariam no local, a maioria participando de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Guido Pedroso de Melo, afirmou que o objeto teria enconstado numa forração de isopor.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram e a pessoas tiveram que recorrer a equipamentos que ficavam mais distantes. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate. Os próprios socorristas passaram mal em razão da fuligem. Muita gente que conseguiu escapar voltou para ajudar os outros, como o dentista Matheus Bortolotto.

Os sobreviventes foram levados para o Hospital de Caridade, o Hospital Universitario de Santa Maria (HUSM) e o Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os feridos em situação mais grave foram encaminhados a instituições de saúde de Porto Alegre. Os corpos foram encaminhados ao ginásio municipal para reconhecimento por familiares.

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Fonte: Correio do Povo






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