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  • 29/01/2013
  • 02:10
  • Atualização: 02:21

Paraguai presta condolências ao Brasil e realiza velório de aluno morto em SM

Corpo de Guido Burró foi repatriado no fim da tarde e entregue a familiares em Assunção

Corpo de Guido Burró foi repatriado no fim da tarde e entregue a familiares em Assunção | Foto: AFP

Corpo de Guido Burró foi repatriado no fim da tarde e entregue a familiares em Assunção | Foto: AFP

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A Chancelaria do Paraguai enviou suas condolências expressou pesar pela tragédia que custou a vida de 231 jovens na boate Kiss em Santa Maria, entre eles um estudante paraguaio, e agradeceu ao governo brasileiro pela repatriação imediata dos restos do jovem nesta segunda-feira. O paraguaio Guido Ramón Brítez Burró, de 21 anos,  estudava na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e estava entre as vítimas na boate. Seu corpo chegou a Assunção durante a tarde e o velório realizado no Salão Memorial de Mariscal López.

"O Ministério das Relações Exteriores da República do Paraguai manifesta à população da República Federativa do Brasil o profundo pesar diante do trágico acontecimento que custou a vida de 231 jovens", informou o comunicado oficial. O governo enviou suas condolências e solidariedade aos familiares das vítimas e ainda agradeceu  ao Brasil pela repatriação dos restos mortais de Burró.

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min deste domingo. Cerca de 1,5 mil pessoas estariam no local, a maioria participando de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O comandante do Corpo de Bombeiros, Coronel Guido Pedroso de Melo, afirmou que o objeto teria enconstado numa forração de isopor.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram e a pessoas tiveram que recorrer a equipamentos que ficavam mais distantes. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate. Os próprios socorristas passaram mal em razão da fuligem. Muita gente que conseguiu escapar voltou para ajudar os outros. Os sobreviventes foram levados para o Hospital de Caridade, o Hospital Universitario de Santa Maria (HUSM) e o Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os feridos em situação mais grave foram encaminhados a instituições de saúde de Porto Alegre. Os corpos foram encaminhados ao ginásio municipal para reconhecimento por familiares.

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