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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou nesta sexta-feira ter denunciado o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato. A íntegra da denúncia, publicada pela revista Época, será analisada pelo STF em data ainda não prevista. Se aceita, Calheiros passará da condição de investigado para a de réu.
A investigação foi aberta depois do surgimento de suspeitas de que o senador tinha despesas pessoais pagas por um empresário. Para justificar o dinheiro usado, por exemplo, para o pagamento de pensão a uma filha que teve fora do casamento, ele apresentou documentos que, segundo o procurador, são falsos. "O peculato é em relação à utilização daquela verba de representação que os senadores têm e que cuja utilização tem de ser comprovada. E ele comprovou isso com notas frias", explicou Gurgel.
Os senadores já estão em fase de debate nesta sexta para definir quem conduzirá os trabalhos na Casa nos próximos dois anos. Foram apresentados à Mesa Diretora os nomes de Calheiros e de Pedro Taques (PDT-MT) para disputar a presidência do Senado. Até o momento, as defesas dos parlamentares foram, em maior parte, a favor de Taques.
Às 11h30min, 64 dos 81 senadores registraram presença. O painel estava fechado. Como há dois candidatos, o Regimento Interno do Senado determina que a votação ocorra por cédula de papel.
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