 Missa de sétimo dia reúne três mil pessoas em Santa Maria Crédito: Tarsila Pereira
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Missa de sétimo dia reúne três mil pessoas em Santa Maria
Crédito: Tarsila Pereira
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A missa de sétimo dia em homenagem às vítimas da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, reuniu cerca de três mil pessoas na noite deste sábado no Santuário Basílica da Medianeira, no município. A solenidade foi celebrada pelo bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler. O incêndio causou a morte de 236 pessoas e é uma das maiores tragédias do Rio Grande do Sul.
Durante a celebração, familiares e amigos exibiam faixas e cartazes com os nomes e fotografias das vítimas. Todos vestiam roupas brancas. Durante a solenidade, Dom Jaime disse que conversou com uma jovem que está hospitalizada em Porto Alegre e perguntou qual mensagem ela gostaria que ele levasse à cerimônia: “Força e fé”, disse. A frase foi procedida por um momento de silêncio. “Através desse silêncio queremos manter nossa fé e nossa prece solidária”, disse Dom Jaime.
"A pergunta que não cala na imprensa e nas conversas é 'por que'? Creio que não há resposta e não é hora de achar culpados. A segunda pergunta é por que pessoas que nós aprendemos a amar de repente são tiradas do nosso meio de forma inesperada. A vida dos justos está nas mãos de Deus. A partir da fé havíamos de encontrar a força necessária. Que Deus acolha esses jovens entre seus santos e santas no céu", disse Dom Jaime. Ele ainda pediu força aos que estão internados e destacou a solidariedade dos voluntários.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações dos repórteres Danton Júnior e Renato Oliveira
Fonte: Correio do Povo
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