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Organizadora de festa em Santa Maria morre em acidente de carro
Crédito: Eduardo Soares / Radar BO / Especial CP
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Um acidente na noite de sábado, em Toledo, no oeste do Paraná, tornou-se uma coincidência trágica. Uma das organizadoras da fatídica festa "Agromerados", na boate Kiss em Santa Maria, morreu após o carro em que estava colidir de frente com um caminhão na PR 182, oeste daquele Estado. O namorado dela dirigia o veículo e também perdeu a vida.
Jéssica de Lima Röhl, de 21 anos, morreu na hora, com a força do impacto. O companheiro, Adriano Veber Stefanel, de 20 anos, chegou a ser encaminhado ao Hospital Bom Jesus, em Toledo, mas não resistiu aos ferimentos.
A jovem cursava Administração na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e integrava a comissão organizadora da festa na Boate Kiss, mas na última hora desistiu de ir ao evento. O namorado, que trabalhava em Toledo no dia da tragédia, pediu para Jéssica não ir sozinha, já que uma amiga teria desistido de acompanhá-la.
A jovem foi buscar o namorado que havia se desligado da empresa em Toledo e retornaria ao Rio Grande do Sul, mas no caminho de volta ocorreu o acidente. O sepultamento do casal ocorreu nesta segunda-feira, na cidade de Silveira Martins, a 20 quilômetros de Santa Maria.
Exército homenageia militares mortos na tragédia
O Santuário Basílica Nossa Senhora da Medianeira foi tomado por familiares e amigos dos militares que morreram durante o incêndio da Boate Kiss, nesta segunda-feira. Uma missa foi rezada pelo arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Rubert. Oito jovens que morreram na tragédia eram do Exército, cinco da Base Aérea e um da Brigada Militar. No total, 237 pessoas perderam a vida, 234 no dia do incidente e outras três em hospitais do Rio Grande do Sul, por conta dos ferimentos e intoxicação.
O incêndio começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Com informações de Renato Oliveira.
Fonte: Correio do Povo
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