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O número de pessoas hospitalizadas devido ao incêndio na boate Kiss de Santa Maria caiu para 85, segundo balanço divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde. Há 31 pacientes na região central do Estado e apenas um utiliza ventilação mecânica. Em Porto Alegre são 49 internados e 27 ainda dependem de aparelhos para respirar. Em Canoas são atendidos três feridos e, em Caxias do Sul e Ijuí, há um paciente cada.
Segundo o ministério, foram realizados mais de 490 atendimentos psicológicos desde o início da ação. São 103 profissionais, entre psicólogos e psiquiatras, trabalhando no apoio a parentes e amigos das vítimas.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo
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