 Morre mais uma vítima do incêndio de Santa Maria Crédito: Mauro Schaefer
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Morre mais uma vítima do incêndio de Santa Maria
Crédito: Mauro Schaefer
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Na tarde desta terça-feira, morreu o jovem Pedro Almeida, que estava internado na Santa Casa, em Porto Alegre. A morte eleva para 238 o número de vítimas da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, na região central do Estado. Almeida tinha 20 anos e respirava com ajuda de aparelho de ventilação mecânica.
Em relação aos pacientes que permanecem hospitalizados, foram registradas 11 altas nas últimas 24 horas: uma em Ijuí, duas em Porto Alegre (da Santa Casa) e oito em Santa Maria (seis do Caridade e dois do São Francisco), de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. Seguem internados 81 pacientes: 46 em Porto Alegre, 3 em Canoas, 31 em Santa Maria e 1 em Caxias do Sul.
O governo federal anunciou formalmente nesta terça-feira que foi decretada situação de emergência no município de Santa Maria. A portaria 21 informa que a situação de emergência foi reconhecida "em decorrência de incêndios em aglomerados residenciais".
A perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi encerrada nesta terça. Os profissionais estiveram cerca de quatro horas e meia na boate Kiss, palco do incêndio da tragédia, no último dia 27 de janeiro. Os peritos não comentaram sobre o trabalho, mas informaram que encontraram uma bolsa preta na chapelaria da danceteria. O objeto foi entregue à Polícia Civil.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Lucas Rivas / Rádio Guaíba
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