 Kiko Spohr deixou a clínica por volta das 19h30min Crédito: Mauro Schaefer
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Kiko Spohr deixou a clínica por volta das 19h30min
Crédito: Mauro Schaefer
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O empresário Elissandro Spohr recebeu alta, em hospital de Cruz Alta nesta terça-feira, e foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Santa Maria, no Distrito de Santo Antão. Conhecido como Kiko, ele é sócio da boate Kiss, palco da tragédia que causou a morte de 238 pessoas, após o incêndio na madrugada do dia 27.
Depois da alta, às 19h30min, Kiko foi levado à delegacia de Cruz Alta. A polícia despistou parte da imprensa informando que ele iria para a Penitenciária Modulada de Ijuí, conforme o detido havia solicitado. Por isso, a surpresa no fim da noite.
Kiko está em uma cela isolada. Ele estava internado no Hospital Santa Lúcia devido de transtorno psicológico após a tragédia. De acordo com o médico responsável, Paulo Viécili, a situação do empresário era de um "indivíduo destruído" após saber da lista de vítimas da tragédia e seus nomes.
Uma junta médica havia recomendado que Kiko fosse encarcerado na Penitenciária Modulada de Ijuí, onde o impacto seria menor para a sua condição psicológica. A equipe acredita que ele pode sofrer agressões físicas e psicológicas no presídio de Santa Maria, o que agravaria seu quadro. O empresário teria, inclusive, tentado se matar com uma mangueira de chuveiro.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do último domingo. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos, usados para organizar as filas. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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