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06/02/2013 10:56 - Atualizado em 06/02/2013 17:01

Justiça decide manter na prisão investigados por incêndio

Dois sócios da boate Kiss, um músico e um produtor estão presos por tragédia em Santa Maria

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de revogação das prisões temporárias de dois investigados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no último dia 27 de janeiro. A solicitação foi feita pelos advogados de um dos sócios da danceteria, Mauro Hoffmann, e do produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão. A decisão foi tomada nessa terça-feira, mas divulgada hoje. 

A defesa alegou inconstitucionalidade na medida que prorrogou a prisão dos suspeitos por 30 dias, na semana passada. Na terça-feira, o Ministério Público se manifestou contra o pedido de revogação. Os promotores também se posicionaram pelo indeferimento da solicitação da defesa de Kiko, de remoção para a Penitenciária Modulada de Ijuí - o empresário está no Presídio Estadual de Santa Maria, após ter alta do Hospital de Cruz Alta.

A decisão é do juiz Ulysses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal de Santa Maria. Segundo o magistrado, a manutenção da prisão temporária é necessária para que Polícia Civil continue a investigação sobre o incêndio que desencadeou a tragédia na tentativa de identificar os responsáveis. "O pedido foi indeferido para que a autoridade policial possa fazer as diligências que entender necessárias", explicou Louzada no documento.

Os três citados, mais o vocalista da Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos, são investigados pela tragédia que causou 238 mortes. Eles estão detidos no Presídio Estadual de Santa Maria.

Advogado pede que inquérito corra em segredo de Justiça

O advogado de um dos sócios da boate Kiss, Jader Marques, pediu à Justiça que o inquérito policial tramite em segredo. Para o defensor de Elissandro Spohr, diversas informações sobre o caso estão sendo divulgadas antes que a defesa possa ter acesso. “Tem acontecido casos, em que a mídia faz acompanhamento, em que a autoridade policial leva a conhecimento da imprensa um grande número de provas. E quando a defesa vai procurar, não as encontra. O fato é que está na imprensa e acaba havendo uma antecipação das provas”, comentou Marques.

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Fonte: Correio do Povo






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