 Estudantes subiram em algumas árvores para impedir o corte Crédito: Sofia Cavedon / Especial CP
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Estudantes subiram em algumas árvores para impedir o corte
Crédito: Sofia Cavedon / Especial CP
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O corte de dezenas de árvores na avenida presidente João Goulart, em frente à Usina do Gasômetro, no Centro de Porto Alegre, provocou indignação e atos de mobilização entre moradores. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam), a retirada é necessária para viabilizar uma das obras da Copa de 2014, da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva.
Para evitar que outras árvores fossem derrubadas, estudantes chegaram a subir em algumas para protestar. “Não vou sair até ter a garantia de que não será cortada”, disse o jovem Felipe Martini, de 23 anos. Ele contou que a cena de devastação foi colocada por um amigo no Facebook, o que gerou a mobilização. “É inaceitável esse tipo de situação”, lamentou.
Enquanto isso, moradores que passavam no local se mostravam desolados com o cenário de devastação com a retirada das árvores. “É um crime contra a cidade. Não é possível aceitar isso”, afirmou a professora Ieda Coelho, que diariamente passa no local. “Retiraram todas as árvores. Aqui é nossa área de lazer. As árvores estavam aqui há décadas. É um crime ambiental”, esbravejou Ana Paula Crippa, que mora no entorno.
Vereadora acionou Ministério Público
A vereadora Sofia Cavedon (PT) acionou o Ministério Público para tentar conter o avanço da retirada das árvores. Ela adiantou que o ato representa um crime ambiental e que levará para debate na Câmara de Vereadores. “É um absurdo um ação dessa da prefeitura sem haver nenhum aviso”, afirmou.
A estimativa é de que cerca de cem sejam retiradas. Como compensação, a Smam anunciou que haverá o plantio de 400 outras unidades. Em função da quantidade de galhos na rua, o trânsito ficou complicado na avenida João Goulart.
Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo
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