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O número de pessoas internadas em decorrência do incêndio da boate Kiss caiu de 75 para 72, segundo boletim divulado nesta quinta-feira pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Maria. Há 45 feridos hospitalizados em Porto Alegre e 20, utilizam ventilação mecânica; os hospitais do município da região central do Estado atendem 23 pacientes, mas apenas um depende de aparelho para respirar; em Canoas, existem três feridos; e em Caxias do Sul, mais um.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde 27 de janeiro – dia da tragédia – já foram realizados 570 atendimentos psicossociais. Mais de 100 psiquiatras e psicólogos atuam junto a parentes e familiares das vítimas do incêndio que matou 238 pessoas.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba
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