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07/02/2013 19:24 - Atualizado em 07/02/2013 21:59

População protesta contra derrubada de árvores no Gasômetro

Centenas de manifestantes interromperam trânsito com pedaços da vegetação e cartazes

Centenas de pessoas protestam contra o corte de árvores em frente à Usina do Gasômetro. Clique para ver mais fotos
Crédito: Fabiano do Amaral

Centenas de pessoas protestaram, no fim da tarde desta quinta-feira, contra o corte de árvores na avenida João Goulart, em frente à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Os manifestantes usaram os galhos das árvores cortadas na quinta pela Prefeitura para bloquear a avenida, nos dois sentidos. Alguns motoristas tentaram desobstruir a via, mas foram impedidos pelo grupo. O protesto causou transtornos no fluxo de veículos da região, incluindo as avenidas Mauá e Loureiro da Silva.

Após saírem do Gasômetro, os manifestantes se dirigiram em caminhada para a prefeitura. Na frente do Paço Municipal, o protesto continua, com gritos de ordem, cartazes e parte da vegetação recolhida da área de derrubada de árvores.

Dezenas de árvores foram derrubadas na quinta-feira, para o começo das obras de ampliação no trecho em frente ao Gasômetro. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) avaliou a questão e autorizou a intervenção de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014. Durante o corte, porém, dezenas de pessoas se reuniram para protestar e alguns estudantes escalaram a vegetação que sobrou para evitar novos cortes.

A vereadora Sofia Cavedon (PT) acionou o Ministério Público para tentar conter o avanço da retirada das árvores. Ela adiantou que o ato representa um crime ambiental e que levará para debate na Câmara de Vereadores. “É um absurdo um ação dessa da prefeitura sem haver nenhum aviso”, afirmou.

Ao comentar a retirada de árvores na avenida Edvaldo Pereira Paiva, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, salientou que os vegetais tinham pouca utilização pela população da Capital. “As pessoas não utilizam estas árvores no Gasômetro”, sustentou. Vereadores e representantes da Smam marcaram uma reunião aberta da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) para o dia 14. O objetivo será ouvir a prefeitura – que suspendeu temporariamente a obra – e os moradores contrários à derrubada.


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Fonte: Cristiano Soares/Rádio Guaíba






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