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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que oito pacientes da tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria, no Centro do Estado, receberam alta nas últimas 24 horas. Com isso, o número de internados após o incêndio caiu de 72 para 64. O fogo atingiu a danceteria no último dia 27 de janeiro e deixou um saldo de 238 mortos.
O boletim da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) informa ainda que o número total de pacientes que precisam de ventilação mecânica é de 19. Os internados estão em quatro cidades do Estado. Porto Alegre atende ao maior número de pacientes, com 39. Destes, 17 respiram apenas com o aparelho de ventilação mecânica. Nos hospitais de Santa Maria estão internados 22 feridos - um precisa de auxílio para respirar. Outras duas pessoas estão internadas em Canoas, na região Metropolitana, e uma em Caxias do Sul, na Serra.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo
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