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11/02/2013 11:32 - Atualizado em 11/02/2013 18:23

Corpo de 239ª vítima da tragédia será velado em Santa Maria

Jovem de 29 anos morreu na noite desse domingo

Jovem de 20 anos morreu na noite desse domingo<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Jovem de 20 anos morreu na noite desse domingo
Crédito: Mauro Schaefer
Jovem de 20 anos morreu na noite desse domingo
Crédito: Mauro Schaefer

O corpo da 239ª vítima do incêndio na boate Kiss será velado a partir das 15h desta segunda-feira na capela 4 do Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo em Santa Maria, região central do Estado. Rodrigo Taugen, 29 anos, será sepultado às 9h desta terça-feira no Cemitério Ecumênico Municipal.

Taugen morreu às 22h30min desse domingo, duas semanas após o incêndio na boate Kiss. Ele era natural de Júlio de Castilhos e estava internado no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. 

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, 49 feridos no incêndio continuam internados em quatro cidades – 31 em Porto Alegre; um em Caxias do Sul;  dois em Canoas; e 15 em Santa Maria.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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