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11/02/2013 16:02 - Atualizado em 11/02/2013 18:12

Sobrevivente de tragédia é transportado de Santa Maria a Porto Alegre

Com 50% do corpo queimado, jovem deverá passar por um transplante de pele

Sobrevivente da Kiss chega à Capital para fazer transplante de pele
Crédito: Paulo Nunes

Delvani Rosso, 20 anos, sobrevivente da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, deverá passar por um transplante de pele, segundo a diretora clinica do Hospital de Caridade, Jane Costa. O jovem foi transportado na tarde desta segunda-feira em um avião bimotor da Brigada Militar para Porto Alegre, onde foi internado no Hospital de Pronto Socorro.

Segundo os médicos, Delvani tem 50% do corpo queimado. Ele é morador da cidade de Manoel Viana e faz curso técnico agrícola em Alegrete. Segundo o último boletim médico do Hospital de Caridade, o estado de saúde de Delvani é estavel.

Na noite de domingo, morreu a 239ª vítima do incêndio na casa noturna. Rodrigo Taugen, 29 anos, é velado na capela 4 do Hospital de Caridade e será sepultado às 9h de terça-feira, no Cemitério Ecumênico Municipal.



A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna.

As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.

Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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