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Vila Isabel encerrou a segunda e última noite de desfiles na Marquês de Sapucaí
Crédito: Antonio Scorza / AFP / CP
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São Clemente, Estação Primeira de Mangueira, Beija-Flor, Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense e Vila Isabel encerraram a segunda e última noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí nessa segunda-feira. Outras seis escolas desfilaram no domingo. As agremiações agora aguardam a apuração dos votos, que ocorrerá na quarta-feira.
São Clemente abusa de paradinhas e irreverência
A São Clemente abriu a noite e abusou das paradinhas e da irreverência em sua passagem pela Sapucaí. Foram cinco paradinhas ao longo do desfile, que fizeram os integrantes da escola cantarem o samba "Horário Nobre", sobre as novelas brasileiras.
A escola iniciou com uma coreografia na comissão de frente em que os personagens marcantes das novelas da TV Globo saíam de uma grande tela de televisão, formada por painéis de LED. Pelas alas, a escola relembrou com bom humor as tramas e personagens inesquecíveis, como Odete Roitman, Perpétua, Gabriela, Sinhozinho Malta, entre outros.
O destaque entre as alegorias ficou por conta da reprodução de Escrava Isaura, com atores representando os escravos acorrentados. Assim como em 2011, a escola usou balões cenográficos em seu desfile. Neste ano, eles representavam a personagem Rita, de Avenida Brasil, e foi incluída no enredo após o sucesso da novela no último ano. A Carminha, outra personagem da novela, teve seu espaço de destaque na comissão de frente. À frente da bateria, apesar do esforço da rainha Bruna Almeida, quem reinou foi o ator Marcelo Serrado. Ele esteve ao lado do Mestre Marcão comandando os ritmistas que estavam fantasiados de Crô, seu personagem na novela Fina Estampa.
Apesar do belo desfile, a São Clementes teve pequenos problemas no desfile que devem comprometer sua pontuação. Duas componentes passaram mal na Ala das Baianas, e tiveram que ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Além disso, em diversas alas, as fantasias e adereços estavam com problemas de acabamento e chegaram a cair pela Sapucaí. Em alguns casos, os componentes tinham que segurar os chapéus para evitar que eles caíssem, o que pode ser descontado pelos jurados.
Mangueira se apresenta em grande estilo, mas estoura tempo
A Estação Primeira de Mangueira inovou ao levar à Sapucaí duas baterias. O desfile, no entanto, foi comprometido por um problema no último carro alegórico, que representa Cuiabá como cidade-sede da Copa. Uma borboleta, que se destacava no alto da alegoria, ficou presa na torre reservada aos fotógrafos. O atraso fará a escola perder um décimo por minuto. A escola será penalizada ainda no quesito evolução, já que foi aberto um enorme vazio na pista entre o carro e o restante dos componentes.
A Mangueira havia começado a apresentação em grande forma - com homenagens aos seus baluartes, o verde e rosa predominando nas fantasias, carros luxuosos, o samba na ponta da língua dos componentes. A bateria Surdo 1, multiplicada por dois, arrebatou o público: 500 ritmistas, divididos em dois grupos, que se alternavam. Aos 48 minutos de desfile, as duas baterias silenciaram pela primeira vez. Por três minutos , os componentes e o público sustentaram o samba sobre Cuiabá, uma das cidades-sede da Copa. Na segunda paradona, o efeito não se repetiu.
Outro ponto alto da escola de samba foi a comissão de frente, que retratava a formação do povo de Cuiabá - índias, portugueses, guiados por um pároco. Num efeito de fumaça, Delegado, mais importante mestre-sala da escola, morto ano passado, surgia por entre os bailarinos. O equipamento que liberava fumaça entrou em curto em frente ao setor 10.
Beija-Flor leva enredo exótico à Sapucaí
Apesar do enredo bizarro - a história do cavalo mangalarga marchador, escolhido em razão do patrocínio da associação de criadores da raça - a Beija-Flor apresentou grandes alegorias e fantasias luxuosas. A comissão de frente exibiu São Jorge, padroeiro da Beija-Flor e muito cultuado pelos sambistas em geral. Ele estava acompanhado por seus soldados. A escola também teve cavalos de Tróia e animais importantes em civilizações primitivas.
Grande Rio aposta nos royalties do petróleo
Quarta escola a desfilar no último dia do Grupo Especial, a Grande Rio levou para a Marquês de Sapucaí o polêmico tema da divisão dos royalties do petróleo. A escola de Duque de Caxias apresentou na avenida carros que chamaram a atenção pela grandiosidade das alegorias, mas o tamanho deles por pouco não causa problemas para a escola.
Na concentração, o terceiro carro alegórico era tão alto que os destaques não conseguiram se posicionar, o que gerou um vazio no início da avenida. No final dos desfiles, a passagem das alegorias pela torre destinada aos fotógrafos gerava expectativa e apreensão no público, após o incidente acontecido com a Mangueira, cujo último carro bateu nesta torre. Alguns destaques, com fantasias mais altas, tiveram dificuldades, mas não houve incidentes.
Durante o desfile, uma paradinha coreografada da bateria da Grande Rio levantou o público da Sapucaí na madrugada desta terça-feira. Depois dela, os ritmistas deixaram um pequeno espaço para a ala da frente para, puxados pelo Mestre Ciça e pela madrinha Carla Prata, correrem para frente ao começo do refrão do samba enredo. Este ano, Mestre Ciça completa 25 anos de sambódromo.
Imperatriz Leopoldinense mostra as riquezas do Pará
A Imperatriz Leopoldinense exibiu a cultura marajoara para a Sapucaí. A quinta escola fez uma viagem pelo norte do País para mostrar sua natureza, comidas típicas, pontos turísticos, os ritmos e festas religiosas, como o Círio de Nazaré. A bateria entrou no setor popular, que precede o desfile na avenida, sem a rainha de bateria Cris Vianna. Ela teve a difícil missão de substituir Luiza Brunet, que manteve um reinado de 17 anos à frente da escola. Sua fantasia representa a riqueza do Pará. Personalidades paraenses como as cantoras Gaby Amarantos e Fafá de Belém estiveram presentes.
Vila Isabel fecha desfile cantando a vida no campo
A escola de samba Unidos de Vila Isabel fechou as apresentações da elite do carnaval do Rio em 2013. A agremiação homenageou o homem do campo e exaltar a vida dos agricultores. A escola fez um desfile simples e bonito, ao cantar o Brasil, celeiro do mundo - "Água no feijão que chegou mais um".
Dentre os destaques da Vila Isabel, o terceiro casal de porta-bandeira era formado por Jackson e Dandara, neta de Martinho da Vila, um dos compositores da Vila e que também esteve presente. Quem também atraiu a atenção do público foi a apresentadora Sabrina Sato, rainha de bateria. O desfile da escola durou 1h e 21 minutos e os integrantes deixaram a Sapucaí sob gritos da plateia de "é campeã!"
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