Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 25/02/2013
  • 14:59
  • Atualização: 15:19

Advogado de proprietário da boate Kiss pede prorrogação de prisão temporária

Defensor alega que Elissandro Spohr quer fazer acareação com bombeiros, engenheiros e componentes da banda

Advogado de proprietário da boate Kiss pede prorrogação de prisão temporária | Foto: Mauro Schaefer

Advogado de proprietário da boate Kiss pede prorrogação de prisão temporária | Foto: Mauro Schaefer

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

O advogado de defesa do sócio da boate Kiss Elissandro Spohr, Jader Marques, declarou na tarde desta segunda-feira, em entrevista coletiva em Santa Maria, que pedirá a prorrogação da prisão temporária do seu cliente por mais 30 dias. Segundo ele, o objetivo é dar continuidade ao inquérito policial com a ajuda de seu cliente, que quer fazer acareação com aqueles que estão prestando depoimento e participar da reconstituição da tragédia na boate Kiss, o que até agora não aconteceu.

Marques afirma que a defesa não está tendo acesso a todo o material de investigação. “São mais de 20 volumes e tivemos acesso a apenas nove. Mas isso não impediu a defesa de saber, pela imprensa, do intuito da autoridade policial de encerrar o inquérito nesta semana.” O advogado alegou que é “inadmissível que seja concluído um inquérito nesta semana com a declaração da autoridade policial disse que as investigações não estão encerradas”.

O defensor alega que quando foi feito o pedido de transferência de Elissandro do hospital em que estava internado para a cidade de Ijuí, a autoridade policial acreditava que haveria melhor condução do processo se o sócio da boate estivesse em Santa Maria, e que por isso a defesa acatou o pedido. “Um dos motivos de ele aceitar vir em santa Maria foi a sinalização da autoridade policial de acareação e participação na reconstituição dos fatos. Essa promessa de que ele participaria do processo de maneira efetiva fez com que ele ficasse. A reconstituição até agora não foi realizada.”

O decreto da primeira prisão, de cinco dias, aconteceu porque Elissandro e os demais envolvidos eram suspeitos de homicídio doloso. Essa prisão seria prorrogável por mais cinco dias, explicou Jader Marques. “Houve uma mudança na imputação, a partir dos exames feitos na espuma e nas evidências colhidas na casa, para homicídio doloso qualificado, o que transformou o delito em hediondo e houve uma nova fixação de prisão temporária por 30 dias, que é renovável por mais 30 dias.”

O advogado acredita que, além do direito de Elissandro se defender, não haveria outra pessoa capaz de identificar a Kiss sob os escombros e explicar até onde a espuma cobria a boate. “Estou pedido a prorrogação do inquérito policial, com a oferta da liberdade do meu cliente, porque isso permitirá ele realizar o que desde o início ele quer:  fazer. Ele quer acareação com as pessoas estão passando informações com as quais ele não concorda: os dois comandantes dos bombeiros, o que firmou o alvará, o engenheiro responsável pela obra acústica, uma ex- funcionária da boate, tida por ele como uma pessoa que ele sempre deu carinho e cobertura, que por questões trabalhistas e familiares se voltou contra ele, e com os dois membros da banda Gurizada Fandangueira.”

Com informações de Renato Oliveira

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