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O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,9% em 2012 em relação ao ano anterior, totalizando R$ 4,4 trilhões. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Essa é o pior desempenho da economia desde 2009, quando havia sido registrada uma queda de 0,3%. Em 2011, houve crescimento de 2,7% e, em 2010, de 7,5%. Avaliando apenas o quarto trimestre de 2012, houve expansão de 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 1,4% em relação ao último trimestre de 2011.
Para calcular o PIB, o IBGE considera a quantidade e os valores de tudo o que é produzido, como carros, pães e salários. Para evitar contagens repetidas de um mesmo bem, as matérias-primas são desconsideradas. Somente o valor acrescentado em cada etapa da produção é registrado. Bens usados e revendidos também são excluídos porque o objetivo é medir apenas a produção do ano de referência.
A medição abrange todos os setores da economia – agricultura, comércio, serviços, indústria e governo. Exportações e importações de bens e serviços também são registradas. Com base nesse valor, chega-se ao PIB nominal. Para chegar ao crescimento real da economia, o IBGE precisa ainda descontar a inflação em relação ao ano anterior, o que faz o cálculo considerar apenas a variação nas quantidades produzidas.
O economista Newton Marques, professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que o cálculo é feito com base na quantidade e no preço médio dos produtos, descontados os insumos (por exemplo, despesas com material para produzir, salários e impostos). “Por isso é que o PIB é o valor agregado. O que agregou ao produto”, disse.
Marques lembra que a importância do PIB como indicador econômico está na capacidade do país de gerar emprego. “Se o país tem crescimento do PIB muito baixo, isso mostra que a economia não está conseguindo gerar postos de trabalho suficientes tanto para os que estão desempregados quanto para as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho”, disse.
Atualmente, lembra Marques, a crise econômica internacional tem afetado o crescimento dos países. “Isso acaba fazendo com que o PIB uma hora cresça muito e outra hora cresça menos. A crise afeta bastante as economias que são dependentes, como a do Brasil”, disse. O economista acrescentou que as oscilações do PIB ao longo dos últimos anos é também consequência de uma economia que está sendo ajustada, após enfrentar períodos de inflação muito alta.
Para este ano, a expectativa de Marques é que o PIB cresça entre 3% e 3,5%, com a melhora na confiança dos empresários. Para o professor, o setor privado deve responder aos incentivos dados pelo governo e investir mais este ano. “No ano passado, os empresários não investiram na produção. Não acreditaram que havia demanda suficiente porque o governo vacilou muito. Não foi uma política firme”, disse.
Fonte: Agência Brasil
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