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01/03/2013 12:59 - Atualizado em 01/03/2013 13:02

Dilma encerra discurso em evento no Rio sem comentar PIB

Presidente inaugurou unidade industrial para construção do primeiro submarino de propulsão nuclear

A presidente Dilma Rousseff encerrou a cerimônia de inauguração de unidade industrial no Rio, nesta sexta-feira, sem comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), de 0,9% em 2012. A presidente fez discurso na cerimônia de inauguração de parte da infraestrutura industrial para construção do primeiro submarino de propulsão nuclear no Brasil, em Itajaí. Segundo ela, a fábrica é importante como elemento de soberania nacional, mas também por mostrar a força da indústria nacional.

"O conteúdo local do que é produzido aqui mostra a pujança da capacidade brasileira", afirmou. De acordo com ela, a unidade é geradora de emprego e renda, e, portanto, importante "para a superação da miséria" do País. "Não podemos esquecer que para a nação se afirmar, para esta nação ser de fato desenvolvida, o povo tem que ser desenvolvido", completou.

Na cerimônia desta sexta, foi inaugurada a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) que, junto à vizinha Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), será responsável pela construção de cinco submarinos, sendo um de propulsão nuclear. Dilma disse que, com a iniciativa, o Brasil entra para um seleto grupo de países que tem acesso a submarino nuclear, citando EUA, China, França, Inglaterra e Rússia.

A presidente afirmou ainda que uma indústria de defesa é uma é indústria da paz, mas sobretudo é uma indústria do conhecimento. "Aqui, se produz tecnologia".

Em seu discurso durante o mesmo evento, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que Dilma revolucionou o conceito de conteúdo local e desenvolvimento no País.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) resulta de parceria estratégica firmada em 2008 entre os governos de Brasil e França. A parceria prevê transferência de tecnologia e será exercida através de um consórcio formado pela empresa francesa DCNS e a construtora brasileira Odebrecht.


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Fonte: AE






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