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09/03/2013 13:41 - Atualizado em 09/03/2013 13:48

Mutirão quer atender cerca de 300 pessoas que estiveram na boate Kiss

Objetivo é oferecer tratamento para quem esteve no local na madrugada da tragédia

Pessoas aguardam para realizar exames no Hospital Universitário de Santa Maria<br /><b>Crédito: </b> João Vilnei / Especial CP
Pessoas aguardam para realizar exames no Hospital Universitário de Santa Maria
Crédito: João Vilnei / Especial CP
Pessoas aguardam para realizar exames no Hospital Universitário de Santa Maria
Crédito: João Vilnei / Especial CP

O Ministério da Saúde espera atender cerca de 300 pessoas que tiveram contato com gases tóxicos produzidos pela fumaça do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, ocorrido na madrugada do dia 27 de janeiro, neste final de semana. Um mutirão, que começou neste sábado, tem o objetivo de examinar os pacientes e fornecer tratamento adequado para quem esteve na casa noturna no dia da tragédia.

As consultas ocorrem no Hospital Universitário de Santa Maria e os pacientes estão sendo atendidos em grupos de trinta pessoas. Cada atendimento leva cerca de 30 minutos. Os exames devem ser concluídos no final da tarde deste domingo. A partir dessas avaliações, será definido o tipo de tratamento que cada pessoa irá receber.

A ação se destina tanto aos pacientes internados e que já tiveram alta quanto às pessoas que estavam na boate ou que participaram do resgate e tiveram contato com a fumaça tóxica liberada durante o incêndio, além de parentes.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia já deixou 241 mortos.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Com informações da Agência Brasil

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Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo






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