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15/03/2013 14:44 - Atualizado em 15/03/2013 15:06

Polícia recebe laudos sobre incêndio na boate Kiss

Inquérito que apura a tragédia em Santa Maria deve ser concluído na semana que vem

Laudos do IGP serão analisados pela Polícia Civil e anexados ao inquérito<br /><b>Crédito: </b> Polícia Civil / Divulgação / CP
Laudos do IGP serão analisados pela Polícia Civil e anexados ao inquérito
Crédito: Polícia Civil / Divulgação / CP
Laudos do IGP serão analisados pela Polícia Civil e anexados ao inquérito
Crédito: Polícia Civil / Divulgação / CP

A Polícia Civil recebeu no início da tarde desta sexta-feira os laudos periciais referentes à tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Um dos documentos aborda o incêndio, com levantamento de local e análise de todos os itens de segurança e engenharia. O outro trata dos extintores, seu funcionamento e mecânica. Ambos serão analisados e anexados ao inquérito policial.

A entrega foi feito ao titular da Delegacia de Polícia Regional de Santa Maria, delegado Marcelo Arigony, na presença dos delegados Sandro Meinerz, Marcos Vianna e Gabriel Zanella, que auxiliam na apuração do caso. O chefe de polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, está em Santa Maria para acompanhar o andamento do inquérito. Segundo ele, a investigação só deve ser finalizada na próxima semana.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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Fonte: Correio do Povo






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