 Ranolfo Vieira Júnior está em Santa Maria para acompanhar a investigação sobre a tragédia da boate Kiss Crédito: João Vilnei / Especial CP
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Ranolfo Vieira Júnior está em Santa Maria para acompanhar a investigação sobre a tragédia da boate Kiss
Crédito: João Vilnei / Especial CP
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A asfixia é apontada pelo chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegado Ranolfo Vieira Júnior, como a causa das mortes no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. “A causa, sem sombra de dúvida, é a asfixia, em razão do cianeto e outros gases tóxicos durante o incêndio”, afirmou o delegado, tomando por base alguns laudos que ele “chegou a manusear” nesta sexta-feira.
A Polícia Civil recebeu no início da tarde os laudos periciais referentes à tragédia. Um dos documentos aborda o incêndio, com levantamento de local e análise de todos os itens de segurança e engenharia. O outro trata dos extintores, seu funcionamento e mecânica. Ambos serão analisados e anexados ao inquérito policial.
Segundo Ranolfo, não houve tempo de analisar as perícias. “Somente uma delas tem 130 laudas.” Ele afirmou que “o importante é que estamos chegando à fase conclusiva (da investigação). Os últimos depoimentos devem ser tomados neste final de semana. O sócio da casa noturna Elissandro Spohr, que falaria no sábado, deve depor na tarde de segunda-feira.
O delegado declarou que a equipe que está fazendo a investigação “já tem suas convicções acerca do indiciamento”. “Não vamos fazer qualquer especulação nesse momento, sob pena de criar expectativa na comunidade.” A expectativa é que o laudo sobre a espuma da boate seja recebido até o final da segunda feira e até quarta o inquérito seja concluído e remetido à Justiça.
Ranolfo disse que tão logo seja concluído, o inquérito será digitalizado em até 48 horas. “É um documento público, todos terão acesso.”
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo
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