 Pessoas que tiveram contato com fumaça do inêndio na boate Kiss devem ser examinadas Crédito: João Vilnei / Especial CP
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Pessoas que tiveram contato com fumaça do inêndio na boate Kiss devem ser examinadas
Crédito: João Vilnei / Especial CP
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O Ministério da Saúde realiza neste domingo mais uma etapa do mutirão que envolve os sobreviventes da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria. Os atendimentos são realizados no Hospital Universitário, no município. Todas as pessoas que tiveram contato com gases tóxicos produzidos pela fumaça do incêndio da casa noturna devem passar por avaliação médica para que seja definido o tipo de tratamento que irão receber.
Segundo a responsável pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, enfermeira Ilse Melo que faz partirão do mutirão, no sábado foram atendidas 164 pacientes que estavam cadastrados no site do Ministério da Saúde. Cerca de 130 pessoas compareceram espontaneamente.
A indicação do diretor do setor de Médica e Alta Complexidade do Ministério da Saúde e da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), José Eduardo Fogolin, é que todas as pessoas avaliadas devem continuar sendo monitoradas por médicos que fazem parte do mutirão.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira / Correio do Povo
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