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18/03/2013 12:21 - Atualizado em 18/03/2013 12:37

Porto Alegre lança projeto para reduzir superlotação no Hospital de Clínicas

Modelo vai direcionar pacientes para atendimento de acordo com gravidade do caso

Na tentativa de desafogar a emergência de um dos principais hospitais públicos da Capital, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) apresentaram nesta segunda-feira o projeto-piloto chamado “Paciente Certo no Lugar Certo”. A ideia é desenvolver um sistema para direcionar os pacientes para locais adequados de acordo com a gravidade de cada caso. O serviço entra em vigor nesta terça-feira.

O secretário Carlos Casartelli disse que o objetivo é reduzir a superlotação e priorizar as ocorrências mais graves. As pessoas, ao se dirigirem ao Hospital de Clínicas, serão avaliadas segundo o protocolo de Manchester. O modelo classifica os pacientes de acordo com a enfermidade. As ocorrências menos graves são de cor azul, quando não há urgência, e verde, pouca urgência. No primeiro caso, o paciente será encaminhado para unidades básicas de saúde (UBS) e para as unidades de Pronto Atendimento (UPAS) dos bairros Bom Jesus e Cruzeiro. Casos de pacientes classificados com vermelho (caso gravíssimo), laranja (muito urgente) e amarelo (urgente) serão atendidos no local.

A vice-presidente médica do Hospital de Clínicas, Nadine Clausell, informou que o transporte será feito de táxi para quem não tiver como se locomover. “O custo de deslocamento será pago pelo hospital”, explicou. Segundo Nadine, ao chegar à unidade de saúde o paciente não terá de passar por nova classificação de risco, porque deixou o hospital com um boletim informando como foi identificado.

O serviço funcionará de maneira recíproca. Segundo Casartelli, os pacientes que procurarem os serviços das UBSs e das UPAs e forem diagnosticados com um quadro grave de saúde serão transportados com o auxílio de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Clínicas. 

O secretário destacou que o projeto, que foi discutido durante três meses, é semelhante ao desenvolvido na UPA Moacyr Scliar e nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição. A ideia da Secretaria de Saúde é ampliar a iniciativa para outras emergências da Capital. No entanto, a medida deverá ocorrer após a avaliação dos resultados no Hospital de Clínicas.

A estimativa é de que uma média de 50 pacientes com classificação azul sejam encaminhados por dia para os postos de saúde. Para as UPAs da Cruzeiro do Sul e da Bom Jesus a média é de 20 a 40 pessoas. Dos postos de saúde para a emergência do Clínicas, a previsão é de cinco pacientes por dia.

Com informações dos repórter Cláudio Isaías e Jerônimo Pires

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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