Correio do Povo

Porto Alegre, 25 de Maio de 2013


Porto Alegre
Agora
17ºC
Amanhã
11º 23º


Faça sua Busca


Notícias > Geral

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

18/03/2013 16:14 - Atualizado em 18/03/2013 16:33

Dono da boate Kiss se nega a prestar depoimento

Advogado orientou cliente a não falar após negativa da polícia para gravação do interrogatório

Um dos proprietários da boate Kiss, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, se negou a prestar depoimento à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira. Segundo o delegado Marcos Vianna, o advogado do empresário solicitou que o interrogatório fosse filmado. Como a gravação não foi autorizada, ele orientou seu cliente a não falar.

O interrogatório da polícia aconteceria na Penitenciária Estadual de Santa Maria. Não está previsto outro depoimento de Kiko. “Ele teve a oportunidade de se manifestar, mas não o fez”, disse o delegado.

A investigação da Polícia Civil está na parte final e deve ser concluída até o fim desta semana. “Estamos encaminhando para o fim. Falta ainda uma análise da perícia e depois vamos levar para o Judiciário”, contou Vianna.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.

Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

Bookmark and Share

Fonte: Correio do Povo






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.