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Um dos proprietários da boate Kiss, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, se negou a prestar depoimento à Polícia Civil na tarde desta segunda-feira. Segundo o delegado Marcos Vianna, o advogado do empresário solicitou que o interrogatório fosse filmado. Como a gravação não foi autorizada, ele orientou seu cliente a não falar.
O interrogatório da polícia aconteceria na Penitenciária Estadual de Santa Maria. Não está previsto outro depoimento de Kiko. “Ele teve a oportunidade de se manifestar, mas não o fez”, disse o delegado.
A investigação da Polícia Civil está na parte final e deve ser concluída até o fim desta semana. “Estamos encaminhando para o fim. Falta ainda uma análise da perícia e depois vamos levar para o Judiciário”, contou Vianna.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro. O público participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Correio do Povo
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