 Nathália Daronch enfatizou na chegada e na saída da delegacia que Kiko ´não é um assassino` Crédito: João Vilnei/Especial CP
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Nathália Daronch enfatizou na chegada e na saída da delegacia que Kiko ´não é um assassino`
Crédito: João Vilnei/Especial CP
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A esposa de Elissandro Spohr, o Kiko, um dos sócios da Boate Kiss, prestou depoimento nesta terça-feira por duas horas e quinze minutos. Nathália Daronch, de 22 anos, chegou na delegacia às 16h e saiu às 18h15min após a conversa com a equipe da Policia Civil que investiga as causas da tragédia do dia 27 de janeiro que matou 241 pessoas.
Ela falou acompanhada do advogado Jader Marques. Tanto na chegada como na saída da 1ª delegacia de policia, ela afirmou que o marido não é um assassino. "Ele tentou ajudar pessoas que estavam no interior da boate", salientou.
O advogado avaliou o depoimento como tranquilo e que Nathália foi questionada sobre o funcionamento da boate. Também falou à polícia o chefe da Guarda Municipal, Luiz Oneide Martins Conzatto. Durante o depoimento, contou que os integrantes da corporação prestaram todo o apoio desde que começou o incêndio, inclusive carregando vitimas do incêndio para os hospitais já que faltavam ambulâncias. Oneide, também, salientou que foram usados veiculos da Guarda Municipal para ajudar no resgate das vitimas.
Combustão de espuma liberou cianeto
Chegou nesta terça-feira, através de email, o laudo da perícia sobre a espuma do revestimento acústico da casa noturna. O documento confirmou que a combustão do material liberou gás cianeto, o que matou as vítimas por asfixia.
O documento era aguardado com expectativa pelos delegados, principalmente depois que os laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontaram que a causa das mortes, na semana passada, foi asfixia por conta do composto químico venenoso.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro, durante uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A tragédia deixou 241 mortos.
Segundo testemunhas, o fogo começou quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que recém havia subido ao palco, lançou um sinalizador. O objeto supostamente encostou na forração da casa noturna. As pessoas não perceberam o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.
Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.
Fonte: Renato Oliveira/Correio do Povo
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