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Informações iniciais colhidas pela Polícia Civil dão conta de que o prejuízo dos consumidores que compraram móveis na Portiere e não receberam os produtos passa de R$ 1 milhão. Um inquérito foi instaurado na Delegacia do Consumidor de Porto Alegre (Decon) para investigar a suposta fraude cometida pela empresa de móveis sob medida. Cerca de 40 pessoas registraram ocorrência policial sobre o caso, segundo o delegado Fernando Domingues Soares.
Ele falou que as vítimas afirmaram ter conhecimento de que a empresa teria realizado mais de 500 vendas com as promoções realizadas desde novembro. O delegado explica que a Portiere estava liquidando o estoque, oferecendo descontos de 50% através do Liquida Porto Alegre, em fevereiro. Os compradores eram estimulados a adquirir uma grande quantidade de produtos, por isso foram lesados em valores médios de R$ 25 mil – num dos casos o prejuízo chegou a quase R$ 70 mil.
A credibilidade da marca favoreceu as vendas, de acordo com Soares. Ele relatou que a investigação já apurou que a Portiere estava com problemas financeiros, com acúmulo de dívidas e que planejava fechar as portas em março. Desde dezembro o aluguel das lojas não estaria sendo pago e já haveria, inclusive, ordens de despejo.
Uma das sócias da empresa prestou depoimento nesta quarta-feira. Ela afirmou não ter conhecimento sobre o ocorrido, pois era responsável pela parte de planejamento e design de produtos. O outro proprietário, que cuidava da área administrativa, será ouvido na sexta-feira. Caso seja comprovada a fraude, os responsáveis deverão responder por estelionato e crime contra o consumidor, com penas previstas de até cinco anos de prisão. Após o ocorrido, a Portiere – com duas das lojas em Porto Alegre – fechou as lojas.
Os consumidores que se sentirem lesados devem registrar ocorrência na DP mais próxima de sua residência, conforme Soares. As queixas serão repassadas à Decon. “Porém, estas pessoas devem levar todos os documentos que comprovem a compra." O Correio do Povo tentou contato com as lojas das avenidas Cristovão Colombo e Nilo Peçanha e com o Serviço de Atendimento ao Consumidor, mas nenhum deles atendeu.
No Procon de Porto Alegre também foram feitas várias reclamações contra a empresa – tanto pessoalmente como por telefone e e-mails. As lojas da Portiere foram fechadas na semana passada, surpreendendo diversos clientes. Segundo a coordenadora do Procon, Flávia do Canto Pereira, alguns dos clientes aproveitaram as ofertas de 50% de abatimento e pagaram à vista.
Com informações dos repórterer Camila Kila e Paulo Tavares
Fonte: Rádio Guaíba e Correio do Povo
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