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  • 05/10/2013
  • 14:18
  • Atualização: 14:20

PSB e Rede se unem contra polarização PT-PSDB

Eduardo Campos anunciou entrada de Marina Silva na sigla

Eduardo Campos anunciou entrada de Marina Silva na sigla | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

Eduardo Campos anunciou entrada de Marina Silva na sigla | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

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Em uma união contra a polarização PT-PSDB, o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou neste sábado a filiação da ex-senadora Marina Silva. O acordo prevê que ambos continuem a ser possíveis candidatos à Presidência, mas a tendência é que Marina seja vice. Juntos, serão a terceira via das eleições de 2014 e podem tirar o PSDB do senador Aécio Neves de um provável segundo turno, passando a ser a alternativa real à presidente Dilma Rousseff, do PT.

O encontro entre Campos e Marina para selar a aliança ocorreu em Brasília e avançou pela madrugada de sábado. O governador já tinha mandado emissários para avisar a ex-senadora da disposição de buscar um acordo. Segundo pessoas que acompanharam a negociação, pessoas da classe artística contribuíram para o entendimento. Um dos que se envolveu foi o cineasta e diretor de televisão Guel Arraes, tio de Campos e filho de Miguel Arraes, fundador do PSB, já falecido. O senador Pedro Simon (PMDB-RS), próximo de Marina, foi outro que ajudou.

Os termos acordados preveem um "abrigo transitório" no PSB para as pessoas envolvidas no processo de criação da Rede Sustentabilidade, partido que Marina tenta criar e teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não ter alcançado as assinaturas necessárias. Desta forma, a aliança seria tratada como se fosse com outro partido.

"Vamos tratar como uma coligação e respeitar a pré-candidatura dela", disse o presidente do PSB mineiro, deputado Júlio Delgado. "Fica claro para a sociedade que Eduardo Campos e Marina Silva formam juntos uma terceira via no processo eleitoral", complementou.

Apesar do acordo prever que os dois continuarão pleiteando a candidatura, dirigentes da Rede já admitem a possibilidade de Marina ser vice do governador de Pernambuco. Bazileu: "Ela se disporia a ser vice do Eduardo Campos, porque reconhece a candidatura dele, mas essa discussão será no momento futuro e não há ansiedade nisso", afirmou Bazileu Margarido, coordenador-executivo da Rede.

Bazileu afirma que apesar dos convites de vários partidos, a escolha pelo PSB deveu-se a uma "maior identidade programática e nos estados" com a Rede. "Foram definidas algumas questões importantes, o reconhecimento da Rede como um partido de fato, em função do reconhecimento o PSB estará abrindo a possibilidade de filiações democráticas e transitórias para os integrantes da Rede que quiserem se candidatar", complementou.

Dirigentes do PSB observam que alguns ajustes regionais terão de ser feitos para abrigar todos os integrantes da Rede, mas descrevem como "problema menor" ter de solucionar as pendências, diante do ganho da legenda em ter Marina nos seus quadros.

Na entrevista concedida na sexta, Marina já tinha afirmado ser um de seus objetivos evitar uma polarização entre quem é "situação por situação e oposição por oposição". Sem citar nomes, deixou no ar o que acabou se confirmando. "Não sou a única que pode contribuir para acabar com a lógica da oposição por oposição".

Tido como uma das opções para abrigar Marina, o PPS é agora procurado para apoiar a aliança. A ex-senadora reuniu-se com dirigentes da legenda no início da manhã deste sábado. O presidente do PPS, Roberto Freire (SP), porém, não gostou da atitude de Marina e afirmou a ela que a união de Campos seria um "desastre" porque ela não teria como tocar seu projeto de forma independente. Disse ainda que ela estaria cometendo "suicídio político". Marina, porém, argumentou na conversa que sua atitude dá uma resposta ao Palácio do Planalto para a acusação de que desejava ser candidata a qualquer custo.

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