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03/12/2013 15:24 - Atualizado em 03/12/2013 15:47

Em carta de renúncia, Genoino afirma inocência

Deputado deixou o cargo para escapar de um processo de cassação na Câmara dos Deputados

Deputado deixou o cargo para escapar de um processo de cassação na Câmara dos Deputados<br /><b>Crédito: </b> Zeca Ribeiro / Agência Câmera / CP Memória
Deputado deixou o cargo para escapar de um processo de cassação na Câmara dos Deputados
Crédito: Zeca Ribeiro / Agência Câmera / CP Memória
Deputado deixou o cargo para escapar de um processo de cassação na Câmara dos Deputados
Crédito: Zeca Ribeiro / Agência Câmera / CP Memória

Em sua carta de renúncia, o deputado José Genoino (PT-SP) voltou a afirmar sua inocência e criticou a transformação em "espetáculo" do possível processo de cassação contra ele. "Considerando a transformação midiática em espetáculo de um processo de cassação; considerando que não pratiquei nenhum crime, não dei azo a quaisquer condutas, em toda minha vida pública ou privada, que tivesse o condão de atentar contra a ética e o decoro parlamentar, renuncio ao mandato parlamentar", afirma Genoino na carta.

Ele renunciou ao cargo para escapar de um processo que poderia ser aberto ainda nesta terça, pela Mesa Diretora da Câmara. A carta foi entregue à Mesa pelo vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), quando a votação já era majoritária para encaminhar o pedido de cassação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O documento, enviado por Genoino por meio de seu irmão, o líder do PT, José Guimarães (CE), foi lido em plenário pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA).

"Foi combinado desde ontem à noite. Hoje eu recebi a notícia, conversei com o deputado Genoino e ele me informou que não queria passar pelo constrangimento de uma Comissão de Ética. O único pleito que o deputado Genoino queria era não ter inscrito no seu currículo deputado cassado", disse Vargas após a reunião. "Tratava-se de uma situação absolutamente de concluir os seus 25 anos aqui como um homem honrado, que não quebrou o decoro parlamentar", concluiu.

O petista também não poupou críticas ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o considerou como um "militante" pela abertura do processo contra Genoino. "Não faço julgamento de nenhum (dos demais integrantes da Mesa), só do presidente que poderia de ofício ter aguardado. Lamento muito que o presidente tenha essa postura. Na verdade, ele militou por essa causa", disparou Vargas, que no início da reunião pediu o adiamento do processo até que terminasse o prazo de licença médica de Genoino.

Condenado no processo do mensalão a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, o petista apresentou licença médica em julho após ser submetido a cirurgia cardíaca. Desde então estava afastado das atividades na Câmara. "Henrique Eduardo Alves poderia de ofício ter acolhido esse pedido de efeito suspensivo já que o parlamentar está afastado. Não tem os seus direitos políticos mais, está temporariamente invalido e não pode se defender. Ao instaurar o processo, a Mesa estaria instaurando o processo de alguém que não pode se defender mais", afirmou Vargas.


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Fonte: AE







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