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30/12/2013 09:05 - Atualizado em 30/12/2013 09:12

Novo atentado na cidade russa de Volgogrado deixa 14 mortos

Presidente Vladimir Putin ordenou reforço da segurança em todo país

Novo atentado na cidade russa de Volgogrado deixa 14 mortos <br /><b>Crédito: </b> VD TV / AFP / CP
Novo atentado na cidade russa de Volgogrado deixa 14 mortos
Crédito: VD TV / AFP / CP
Novo atentado na cidade russa de Volgogrado deixa 14 mortos
Crédito: VD TV / AFP / CP

Pelo menos 14 pessoas morreram em uma explosão na manhã desta segunda-feira em um ônibus elétrico em Volgogrado, sudoeste da Rússia, onde um atentado suicida deixou 17 mortos nesse domingo nesta cidade vizinha ao instável Cáucaso Norte.

"O número de mortos aumentou a 14 e o de feridos a 28", disse o porta-voz do ministério da Saúde, Oleg Salatai. O balanço oficial anterior era de 10 mortos e 15 feridos. O atentado foi executado por um homem-bomba, segundo os investigadores, que destacaram que algumas pistas apontam um vínculo entre os dois ataques.

As primeiras investigações indicam que "o artefato explosivo foi detonado por um homem-bomba", afirma um comunicado do comitê de investigação russo. Os explosivos utilizados no atentado têm elementos "idênticos" aos empregados no atentado de domingo, o que "confirma a versão de um vínculo entre os dois atentados", completa a nota do organismo responsável pelas principais investigações na Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o reforço da segurança em todo o país diante da onda de atentados, que acontece a menos de seis semanas do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (7 a 23 de fevereiro). "Putin deu ao Comitê Nacional Antiterrorismo uma série de instruções para reforçar a segurança no conjunto do território da Federação da Rússia", declarou um porta-voz do comitê citado pelas agências de notícias russas.

A explosão aconteceu às 8h23min locais (2h23min de Brasília) em um ponto próximo do centro de Volgogrado, cidade que fica a quase 1mil quilômetros da capital Moscou. O ataque destruiu completamente o ônibus, segundo imagens exibidas pela televisão russa. "Em um primeiro momento não percebi que era um ônibus elétrico pelo estado em que ficou", declarou uma moradora da cidade à televisão pública russa.

O ministério de Situações de Emergência informou que foram mobilizados mais de 450 oficiais das forças de segurança e 120 agentes dos serviços técnicos. O governador da região de Volgogrado, Serguey Bojenov, anunciou uma reunião de emergência do governo regional e um reforço das medidas de segurança.

O Kremlin informou que Putin abordou a situação em um encontro com o ministro do Interior, Vladimir Kolokoltsev, e com o diretor do Serviço Secreto, Alexander Bortnikov. Este último deve viajar a Volgogrado. Outro atentado atribuído a uma mulher-bomba deixou 17 mortos no domingo na mesma cidade, que estava lotada para o período das festas de fim de ano.

O atentado alimentou os temores sobre a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerão em fevereiro em Sochi, estação balneária situada ao pé do Cáucaso.  O ministério do Interior anunciou a intensificação das medidas de segurança em todas as estações e principais aeroportos do país.

Após o atentado na estação ferroviária, as autoridades regionais anunciaram a adoção do nível elevado de alerta antiterrorista na região de Volgogrado para os próximos 15 dias.  Segundo o site Lifenews.ru, a autora do atentado, uma mulher que detonou os explosivos diante da sala de controle de segurança da estação, era Oksana Aslanova. A cabeça da suicida foi encontrada no local do ataque.

As mulheres-bomba, conhecidas como "viúvas negras", buscam vingar as mortes de integrantes de suas famílias nos confrontos no Cáucaso Norte contra o exército, atacando civis russos.  A rebelião islamista busca instaurar um estado islamita na região. O líder do movimento, Doku Umarov, inimigo número um do Kremlin, convocou em julho a execução de ataques para impedir por "todos os meios" a realização dos Jogos Olímpicos de Sochi.

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Fonte: AFP







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