Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 04/01/2014
  • 16:59
  • Atualização: 12:52

Polícia divulga dados de suspeito por morte de taxista em Porto Alegre

Depois de assassinato, jovem de 23 anos ainda teria assaltado outro motorista

Delegado mostra objetos supostamente utilizados no crime | Foto: Tarsila Pereira

Delegado mostra objetos supostamente utilizados no crime | Foto: Tarsila Pereira

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  • Cláudio Isaías / Correio do Povo

A Polícia Civil divulgou neste sábado a identidade do jovem suspeito de matar o taxista João da Silva Rodrigues, 61 anos, em Porto Alegre. Em entrevista coletiva na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no bairro Jardim Botânico, o delegado Guilherme Yates Wondracek, diretor do departamento, e o delegado Joel Wagner, da delegacia de roubos do Deic, apresentaram os dados do suspeito identificado de 23 anos. Informações sobre a localização dele podem ser fornecidas através do telefone 0800-6449855.

Na casa do ex-funcionário do posto de gasolina localizado na Vila Maria da Conceição, bairro Partenon, os policiais encontraram um casaco preto, uma touca ninja, uma carteira de motorista, três fotos 3x4 e uma mochila - onde estavam um caderno com anotações e um estojo com canetas e lápis. Segundo Wagner, o suspeito, de 23 anos cometeu três delitos: roubou R$ 300,00 do posto de gasolina, atirou duas vezes no taxista que morreu no hospital de Pronto Socorro e assaltou outro taxista que o levou até a Vila Maria da Conceição. De acordo com o delegado Wagner, 30 policiais estão trabalhando para realizar a prisão do jovem.

Conforme Wondracek, em novembro do ano passado, Cunha foi demitido do posto de gasolina na avenida Princesa Isabel após agredir violentamente uma colega. “É um trabalho incansável e vamos realizar a prisão deste jovem que está armado, é usuário de crack e é extremamente violento”, acrescentou Wondracek. No dia do crime, na sexta-feira passada, apesar de esconder o rosto, ele foi reconhecido pelas roupas que vestia, pela voz e por uma outra vítima de assalto. Segundo o delegado Wagner, logo após matar João da Silva Rodrigues, o jovem embarcou em outro táxi a uma quadra do local do crime e pediu para ser levado até a Vila Maria da Conceição, onde assaltou o motorista. “No momento deste segundo assalto, ele não usava mais o disfarce”, destacou.

O delegado Wagner afirmou que o depoimento das vítimas e os objetos não deixam dúvidas sobre o autor. “Esses objetos estão todos nas imagens do circuito interno de câmeras do posto”, ressaltou. Um desentendimento anterior ao assalto pode ser a causa para um possível homicídio, conforme o delegado. “Temos prova testemunhal de que, antes de novembro, ele e o taxista haviam brigado. Esse desentendimento poderá confirmar se foi latrocínio ou homicídio”, comentou. De acordo com o relato de um colega do taxista morto, o suspeito teria pedido dinheiro, mas ao dizer que não tinha, João Rodrigues acabou sendo baleado.


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