Porto Alegre, sábado, 22 de Novembro de 2014

  • 07/01/2014
  • 19:10
  • Atualização: 19:20

Ex-miss Venezuela é assassinada a tiros

Crime foi descrito como um “massacre” pelo presidente Nicolás Maduro

Ex-miss Venezuela é assassinada a tiros | Foto: Andrew Alvarez / AFP / CP

Ex-miss Venezuela é assassinada a tiros | Foto: Andrew Alvarez / AFP / CP

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  • AFP

A ex-Miss Venezuela Mónica Spear Mootz, atriz da rede americana em espanhol Telemundo, e seu marido foram assassinados a tiros em uma estrada da Venezuela, conforme autoridades nesta terça-feira. O crime foi descrito como “massacre” pelo presidente Nicolás Maduro.

“Chegaram e os massacraram. É um massacre. A violência é um mal que temos”, lamentou Maduro em uma reunião com autoridades no Palácio de Miraflores, em Caracas, transmitida pela rede de televisão oficial.

Spear, seu marido Thomas Henry Berry e sua filha de cinco anos, que ficou ferida na perna direita, foram baleados dentro de um veículo na noite de segunda em uma estrada do estado Carabobo depois que seu carro teve um defeito, segundo as autoridades.

“Supõe-se que tenha sido um roubo. Mas estamos em plena investigação. Temos cinco detidos que estão sendo interrogados”, disse o ministro do Interior, Miguel Rodríguez, ao término da reunião com o presidente. O diretor da Polícia Científica (CICPC), José Gregorio Sierralta, contou que as vítimas foram atacadas supostamente por cinco homens, logo no momento em que acabavam de entrar em seu veículo que seria rebocado por um caminhão-guincho na estrada entre Puerto Cabello e Valencia.

Ao notar que Spear, eleita Miss Venezuela em 2004, sua filha e Berry, venezuelano nascido na Grã-Bretanha, tinham se trancado no carro sobre o caminhão-guincho, “os criminosos atiraram várias vezes no veículo”, relatou Serralta, acrescentando que os dois homens que operavam o caminhão-guincho estão sendo interrogados.

A atriz tinha 29 anos e seu marido, 39. A filha, Maya Berry Spear, “foi levada para um centro médico onde foi atendida e permanece em um quadro estável”.

A trágica morte comoveu e revoltou a opinião pública venezuelana. O líder opositor venezuelano e governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, pediu em seu perfil no Twitter que o presidente Nicolás Maduro deixe de lado suas “profundas divergências” e que “todos se unam em um só bloco”.

Há dez dias foram divulgados relatórios contraditórios sobre a taxa de assassinatos no país, com quase 29 milhões de habitantes. A organização civil Observatório Venezuelano da Violência (OVV) indica em seu informe de 2013 que a taxa chegou a 79 homicídios para cada 100.000 habitantes, índice que situou a Venezuela como o terceiro país mais perigoso do mundo, depois de Honduras e El Salvador.

Mas o ministro do Interior venezuelano, Miguel Rodríguez, informou no final do ano que a taxa de homicídios tinha caído para 39 casos em cada 100.000 pessoas.

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