Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 08/01/2014
  • 22:00
  • Atualização: 22:17

Maduro e Capriles apertam as mãos contra a violência na Venezuela

Presidente e opositor ferrenho deixaram de lado rixa alimentada desde a morte de Chávez

Presidente e opositor ferrenho deixaram de lado rixa alimentada desde a morte de Chávez | Foto: AFP

Presidente e opositor ferrenho deixaram de lado rixa alimentada desde a morte de Chávez | Foto: AFP

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o líder opositor Henrique Capriles - que mantêm um forte atrito há meses - apertaram as mãos nesta quarta-feira, algo que não acontecia desde as eleições presidenciais de 2013. A reunião ocorreu por conta da violência que assola o país, um debate de emergência convocado após o assassinato da ex-miss venezuelana e atriz Mónica Spear, de 29 anos, morta em um assalto.

Capriles não reconhece a legitimidade das eleições que levaram Maduro à presidência e o chefe de Estado acusa o líder da oposição de "golpismo". Mas ambos superaram suas divergências nesta quarta-feira e apertaram as mãos no início da reunião para elaborar um plano contra a criminalidade na Venezuela, onde a taxa de homicídio é uma das maiores do planeta.

Maduro abriu as discussões agradecendo "a presença de todos os governadores e governadoras" no Palácio Miraflores, sede do governo. "Nicolás, lhe proponho deixar de lado nossas profundas divergências e nos unirmos contra a insegurança, em um só bloco", escreveu Capriles na terça-feira no Twitter. Maduro e Capriles fizeram uma campanha agressiva para as eleições de 14 de abril de 2013, realizadas após a morte do presidente Hugo Chávez.

O candidato "chavista" venceu por apenas 1,5 ponto ou cerca de 200 mil votos, e o resultado foi questionado pela oposição, que apontou uma série de irregularidades e entrou com ações no Supremo Tribunal de Justiça e na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O encontro desta quarta-feira reuniu cerca de 100 governadores e prefeitos para discutir a questão da criminalidade no país, dois dias após o assassinato de Mónica Spear.

Finalista do Miss Universo em 2005 e atriz da rede americana Telemundo, Mónica Spear e seu marido, Thomas Henry Berry, 39, foram mortos a tiros dentro do carro no acostamento, depois de bater o veículo em um objeto colocado propositalmente em uma estrada entre Puerto Cabello e Valencia, a terceira maior cidade do país. Maya, filha de cinco anos da ex-miss, ficou ferida. Seu quadro é estável até o momento. Segundo a reconstituição do crime, o automóvel da atriz caiu em uma emboscada. Quando os criminosos se aproximaram, Mónica e o marido tentaram se trancar no veículo e foram alvejados.


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