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11/01/2014 11:08 - Atualizado em 11/01/2014 11:21

Sharon queria fixar as fronteiras de Israel

Líder israelense foi chefe de guerra implacável

Sharon queria fixar as fronteiras de Israel<br /><b>Crédito: </b> IDF / AFP
Sharon queria fixar as fronteiras de Israel
Crédito: IDF / AFP
Sharon queria fixar as fronteiras de Israel
Crédito: IDF / AFP

O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, morto neste sábado aos 85 anos, após oito anos em estado de coma, foi o idealizador de um grande projeto de fixar as fronteiras de Israel. A medida que poderia ter modificado o rumo do conflito israelense-palestino. No início de janeiro, o hospital de Tel Hashomer, onde o ex-líder da direita israelense era tratado em estado vegetativo após um derrame cerebral em 4 de janeiro de 2006, anunciou que o estado de Sharon havia se deteriorado bruscamente após uma intervenção cirúrgica.

Posteriormente, acrescentou que vários órgãos vitais haviam começado a falhar. Nascido no dia 27 de fevereiro de 1928 na Palestina sob mandato britânico, Sharon foi o braço direito do fundador histórico da direita nacionalista, Menahem Begin, que chegou ao poder em 1977, antes de revolucionar o panorama político israelense. Como nenhum outro dirigente, este homem com fama de "falcão" colocou sob suspeita o sonho do "Grande Israel" ao ordenar a retirada da Faixa de Gaza, em 2005, após 38 anos de ocupação. Até então ninguém havia se atrevido a tocar na política de colonização para desmantelar assentamentos.

O mais surpreendente foi a decisão ter partido daquele que foi o paladino da colonização. Mas Sharon concluiu que Israel tinha que renunciar a manter todos os territórios conquistados na guerra de 1967 se desejava continuar sendo um "Estado judeu e democrático".

Algumas decisões provocaram o ódio dos palestinos, a irritação da comunidade internacional e muitas críticas em Israel. Mas com a retirada de Gaza recebeu muitos elogios.

Antes, ele havia sido um chefe de guerra implacável. Quando era ministro da Defesa, Israel executou em 1982 uma interminável e desastrosa invasão do Líbano para tentar expulsar Yasser Arafat, o dirigente histórico palestino. Uma investigação oficial o declarou culpado de não ter previsto nem impedido os massacres cometidos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila em setembro de 1982 por uma milícia cristã aliada de Israel. Sharon teve que renunciar ao cargo.

Ariel Sharon, um personagem impetuoso e tenaz, com físico imponente e humor mordaz, pouco cuidadoso com o financiamento das campanhas eleitorais, deu as costas em novembro de 2005 ao Likud para criar o partido de centro Kadima, enquanto planejava outras retiradas da Cisjordânia.


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Fonte: AFP






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