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11/01/2014 18:36 - Atualizado em 11/01/2014 18:54

Enterro de Ariel Sharon será segunda-feira

Cerimônia privada terá ato oficial de homenagem ao ex-primeiro-ministro de Israel

Ex-primeiro-ministro de Israel morreu aos 85 anos<br /><b>Crédito: </b> Uriel Sinai Pool / AFP / CP
Ex-primeiro-ministro de Israel morreu aos 85 anos
Crédito: Uriel Sinai Pool / AFP / CP
Ex-primeiro-ministro de Israel morreu aos 85 anos
Crédito: Uriel Sinai Pool / AFP / CP

O funeral do ex-primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon, que morreu neste sábado, aos 85 anos, em Tel Aviv, será realizado na segunda-feira, em uma cerimônia privada, em uma quinta no Sul do país, onde foi sepultada sua mulher, Lili Sharon. Segundo o Canal 1 da televisão israelense, o corpo de Sharon ficará exposto neste domingo, na Praça do Parlamento, em Jerusalém, para que a população possa homenageá-lo.

• Sharon queria fixar as fronteiras de Israel
• Ariel Sharon era um criminoso, dizem palestinos

Situada ao sul da Faixa de Gaza, a quinta foi o centro da vida privada e política do ex-premiê, que ali tomou as decisões mais difíceis como governante. Na segunda-feira de manhã será celebrado no local um ato oficial de homenagem a Sharon com a presença de líderes políticos nacionais e estrangeiros, entre eles, o representante do governo dos Estados Unidos, vice-presidente Joe Biden, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, e o enviado especial do Quarteto do Oriente Médio, o ex-premiê britânico Tony Blair. O quarteto é formado pelos Estados Unidos, pela Federação Russa, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela União Europeia.

“Arik” (diminutivo de Ariel) Sharon ficará na história como o artífice da invasão do Líbano em 1982, quando era ministro da Defesa, mas também como o chefe do governo israelense que evacuou tropas e colonos da Faixa de Gaza em 2005.

Uma comissão oficial de inquérito concluiu a sua responsabilidade por não ter prevenido nem impedido os massacres nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, na capital libanesa, Beirute, em setembro de 1982, cometidos por uma milícia cristã aliada de Israel. Em coma desde 4 de janeiro de 2006, Sharon estava internado no Hospital Tel Hashomer, perto de Tel Aviv e teve seu estado agravado no primeiro dia deste ano, quando apresentou problemas renais após uma cirurgia.

Biografia

Nascido em uma família procedente de Belarus em 27 de janeiro de 1928, Ariel Sharon iniciou sua longa carreira no exército aos 17 anos. À frente da unidade 101 dos comandos e depois das unidades de paraquedistas, liderou operações de punição, a mais violenta terminou em 1953 com a morte de quase 60 civis na localidade palestina de Kibia.

Em 1969, Sharon debilitou por muito tempo a resistência palestina em Gaza com operações dos comandos. Durante a guerra de outubro de 1973, voltou a demonstrar suas capacidades militares ao atravessar o canal de Suez e cercar o exército egípcio com uma manobra ousada. Nesse ano, ajudou a criar o partido Likud, liberal de centro-direita. Sharon foi ministro da Defesa de Israel nos anos 80 e responsabilizado pela invasão ao Líbano em 1982 que causou os assassinatos de mais de 400 civis palestinos, o que resultou no seu afastamento do cargo

Em 28 de setembro de 2000, sua visita à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, terceiro local sagrado islã, provocou indignação. No dia seguinte explodiu a segunda Intifada. Mas Sharon considerou a situação apenas uma pequena batalha de uma "guerra de 100 anos" contra o sionismo e Israel.

Com a promessa de esmagar a revolta palestina, foi eleito de maneira triunfal primeiro-ministro em 6 de fevereiro de 2001 e reeleito em 28 de janeiro de 2003. Ele queria a separação dos palestinos, mas segundo as condições de Israel. Esta era a missão histórica que pretendia realizar. Sharon foi primeiro-ministro de Israel por cinco anos, período durante o qual decidiu a retirada unilateral da Faixa de Gaza.

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Fonte: Agência Brasil e AFP







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