Porto Alegre, quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

  • 22/01/2014
  • 07:14
  • Atualização: 08:20

Ban abre conferência de paz e pede fim do sofrimento na Síria

Secretário-geral da ONU pediu unidade durante discurso na Suíça

Ban abre conferência de paz e pede fim do sofrimento na Síria | Foto: Fabrice Coffrini / AFP / CP

Ban abre conferência de paz e pede fim do sofrimento na Síria | Foto: Fabrice Coffrini / AFP / CP

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Após longos meses de quedas de braço diplomáticas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu nesta quarta-feira a esperada conferência internacional de paz sobre a Síria, em uma tentativa de colocar fim ao derramamento de sangue no país. As partes  "podem fazer um novo começo. Esta conferência é a sua oportunidade de mostrar unidade", declarou na cidade suíça de Montreux.

"Depois de quase três anos dolorosos de conflito e sofrimento na Síria, hoje é um dia de esperança", declarou Ban. "Vocês têm uma enorme oportunidade e responsabilidade de prestar um serviço ao povo da Síria", completou. "Todas as pessoas estão olhando para vocês, reunidos aqui hoje, para que acabem com seu sofrimento".

Ban convidou também os representantes de 40 países e organizações internacionais reunidos na conferência a agir para ajudar a resolver a crise. As potências internacionais devem "fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudá-los a alcançar esses objetivos", disse. "Quantos mais irão morrer na Síria se essa oportunidade for perdida?", perguntou Ban. "Não há alternativa para acabar com a violência. Vamos provar a todos que o mundo é capaz de se unir", disse.

Estados Unidos

O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou no início da conferência de paz que presidente sírio, Bashar al-Assad, não fará parte de qualquer novo governo de transição. "Precisamos lidar com a realidade aqui. Consentimento mútuo, que é o que nos trouxe para um governo de transição, significa que o governo não pode ser formado por alguém que é contestado por um lado", declarou Kerry na declaração de abertura. "Isso significa que Bashar al-Assad não fará parte desse governo de transição. Não há nenhuma maneira, não é possível imaginar, que o homem que liderou esta resposta brutal contra seu próprio povo possa recuperar a legitimidade para governar", completou.

Rússia

Já para o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, as negociações para alcançar um acordo de paz não serão simples ou rápidas. "Há uma responsabilidade histórica sobre os ombros de todos os participantes", declarou aos representantes das partes beligerantes da Síria e de outros 40 países.

Governo sírio 

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem, acusou os membros da oposição ao governo de Bashar al-Assad de serem "traidores" e agentes estrangeiros, no início da conferência. "Eles dizem representar o povo sírio. Se vocês quiserem falar em nome do povo sírio, vocês não devem ser traidores do povo sírio, agentes a mando dos inimigos do povo sírio", declarou Muallem em seu discurso de abertura.

Oposição 

Por sua vez, o chefe da Coalizão de oposição síria, Ahmad Jarba, fez um apelo ao presidente sírio para que entregue seu poder a um governo de transição, durante a abertura da conferência de paz Genebra II, em Montreux. "Peço (para a delegação do regime) que assine imediatamente o documento de Genebra I (que prevê) a transferência das prerrogativas de Assad, incluindo as do Exército e da segurança, a um governo de transição", afirmou Jarba.

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