Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 24/01/2014
  • 15:52
  • Atualização: 15:53

Protesto contra a Copa deve reunir 2 mil pessoas neste sábado

Ponto de concentração dos manifestantes será na frente da prefeitura da Capital

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  • Correio do Povo

Pelo menos duas mil pessoas já confirmaram presença no evento Não vai ter Copa Porto Alegre, previsto para ser realizado neste sábado à tarde. O ponto de concentração dos manifestantes será na frente da prefeitura de Porto Alegre, na Praça Montevidéu, a partir das 17h. O ato foi organizado a partir das redes sociais. Segundo os organizadores, o “objetivo é dialogar com a população e mostrar o absurdo que é a realização da Copa do Mundo no Brasil e fazê-la repensar seu papel como cidadã”.O ato convocado nas capitais foi articulado por um grupo intitulado “Contra a Copa 2014”. No Facebook, a argumentação é de que o mundial de seleções “não passa de um grande espetáculo com o dinheiro do contribuinte”. Os organizadores ainda criticam a situação da saúde pública e da educação. O protesto deverá ocorrer também em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha.

As confirmações de participantes ainda são pequenas, em comparação aos protestos de junho do ano passado, e não está claro se as manifestações serão capazes de levar milhares de pessoas às ruas. No entanto, o subcomandante da Brigada Militar, Silanus Mello, informou que a instituição fará o acompanhamento do protesto em Porto Alegre. Ainda foram marcados atos em mais de 30 cidades do país, incluindo outras capitais, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife. Segundo a página na internet, essa será a primeira de uma série de manifestações neste ano.

Segundo Matheus Gomes, integrante da coordenação do Bloco de Luta pelo Transporte, o grupo não apoia a mobilização que será realizada neste sábado na Capital. “Não mantemos contato com este grupo e não vamos participar da manifestação. A nossa luta é pela redução da passagem e pelo transporte gratuito para desempregados, estudantes, quilombolas e indígenas”, destacou. Conforme Gomes, o Bloco de Luta contesta as remoções de famílias para a realização de obras para o mundial de seleções e o fato da maior parte do dinheiro público ser investido em estádios e não na educação, na saúde e na qualidade de vida da população brasileira.

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