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27/01/2014 13:50 - Atualizado em 27/01/2014 16:08

Suspenso uso de ônibus metropolitanos em Porto Alegre

Greve dos rodoviários afeta transporte público desde o início da manhã desta segunda

Após menos de duas horas da liberação dos ônibus metropolitanos em poder efetuar embarque de passageiros em Porto Alegre, a medida foi suspensa pela Metroplan – órgão que regula o serviço. Na tarde desta segunda-feira, uma reunião entre a Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM) e os gerentes das empresas analisou a solicitação da EPTC de contar com os coletivos. 

Em nota, a Metroplan informou que as empresas já estão trabalhando em escala de verão, com horários reduzidos, em função das férias dos funcionários. Por isso, seria difícil acatar o pedido da EPTC. Além disso, os rodoviários em greve ameaçaram paralisar 100% da frota se os ônibus metropolitanos fossem liberados. "O que prejudicaria mais ainda a população de Porto Alegre e sobrecarregaria os ônibus metropolitanos", acrescentou o órgão no documento.

Para tentar amenizar os efeitos da greve dos rodoviários, lotações, caronas e caronas foram as principais alternativas usadas pelos porto-alegrenses. As empresas disponibilizaram oito ônibus em três horários diferenciados ao longo do dia para conseguir levar e trazer os trabalhadores. Somente o HED contam com 1,5 mil funcionários do administrativo, segurança, higienização, entre outros. Outras empresas também incentivaram a carona solidária entre os seus funcionários. 

Pela manhã, os rodoviários disponibilizaram apenas 30% da frota – menos de 500 coletivos. O número foi considerado insuficiente pela EPTC.

Uso de ônibus metropolitanos havia desagradado rodoviários

Em coletiva no final da manhã, os presidentes da Força Sindical, Claudio Janta, e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado, Julio Gamaliel, rejeitaram completamente essa proposta. E anunciaram ainda que vão articular uma paralisação geral nos ônibus de toda a região Metropolitana. “Estamos cumprindo a nossa parte do acordo firmado no Ministério Público do Trabalho, que é o de colocar 30% da frota na rua”, afirmou Gamaliel.

O presidente da Força Sindical ressaltou que a legislação proibe que linhas de outras cidades transportem passageiros dentro da Capital. “Se eles fizerem isso estarão rompendo com o acordo e iremos devolver na mesma moeda”, afirmou. Segundo ele, a luta da categoria é legítima. Os profissionais querem reajuste de 14%, além da atualização do valor do vale refeição e a manutenção do plano de saúde. “Estamos à espera das empresas para negociar”, enfatizou o presidente do Sindicato dos trabalhadores.

Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) reiterou ser contrário à greve. “Se dependesse apenas da vontade das empresas de ônibus, 100% dos veículos estariam operando normalmente”.



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Fonte: Correio do Povo






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